quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Esperança no futuro

Ontem, o Primeiro-ministro de Portugal José Sócrates afirmou que no próximo ano, de 2009, “as famílias portuguesas irão ter mais rendimento disponível”, porque a taxa de juros será mais baixa, a inflação será inferior e o preço dos combustíveis também serão mais baixos do que em 2008.

Esta afirmação só é verdadeira para as famílias portuguesas, que em 2009, os membros do seu agregado continuem a ter emprego, mas com salários superiores à média nacional.

Para as restantes famílias portuguesas, o próximo ano aparece muito sombrio, porque se perspectiva um aumento da taxa de desemprego, um aumento do vínculo dos contratos laborais precários e muitos com salários insuficientes para superar o limite da pobreza.

O ano de 2009 tem de ser Melhor para todas as famílias portuguesas, esse tem de ser o objectivo de todos os políticos e de todas as suas politicas.

Isto é possível se não deixarmos ninguém excluído, se melhorarmos as condições para a criação de novos postos de trabalho, se apoiarmos as instituições de Solidariedade Social / Terceiro sector, se apoiarmos mais a recuperação de imóveis do que a aquisição de novas casas e se envolvermos todos os portugueses na construção de um Futuro Melhor para o nosso país.

3 comentários:

Carlos Albuquerque disse...

O ano de 2009 é ano de eleições e por isso será um ano menos mau para uma parte significativa da população, sobretudo se não forem atingidos pelo desemprego. O que me preocupa é o que virá nos anos a seguir.

Jorge Machado dos Santos disse...

Não é desta "esperança" que o pais necessita. Precisamos que seja feito muito melhor para existir uma confiança fundada na razão, não na especulação e hipocrisia.

João D Menezes disse...

Felicito a criação do MEP, para mim foi uma boa surpresa. Revejo-me integralmente no seu programa e espero que venha a ser uma voz de força neste país embrenhado numa rede que condiciona o seu verdadeiro potencial.
Aproveito para deixar algumas notas para quem melhor as puder usar.
Temos promover o potencial deste nosso país e oferecer as condições que são necessárias para que na prática aquele possa ser aplicado.
O potencial que falo é o potencial humano, este, o único capaz de fazer algo por uma nação e pelo mundo que é de todos nós.
Claramente e dificilmente se consegue mudar o índice de desenvolvimento (económico, social etc) em 4, 5 ou 6 anos, mas neste tempo é possível estabelecer as bases necessárias para que esse salto qualitativo possa efectivamente ser consumado no futuro.
O que falta muitas vezes em Portugal é pensamento estratégico, que obviamente deverá ter em conta todas as influências externas - de forma cada vez mais evidente, o que acontece no mundo (outros países) tem influência no presente e no futuro do nosso país -. Uma verdadeira estratégia está hoje em dia obviamente obrigada a ser evolutiva e maleável consoante a alteração, sobretudo, das condições externas, terá por isto de ser adaptada constantemente para que efectivamente não se torne obsoleta e ineficaz.
Como referi o desenvolvimento do potencial humano é aquele que considero definitivamente o mais importante para o futuro. Este só poderá ser convertido em "ganho" se for devidamente preparado. Para isso temos que apostar na educação das nossas crianças e adolescentes. O conhecimento seja ele abrangente ou específico tem de estar devidamente estruturado para que qualquer um de nós o possa aplicar conveniente. Talvez possa estar errado mas o sistema de educação tal como está pensado e é aplicado pouco ou nada promove a correcta estruturação do pensamento de cada indivíduo tendo em conta as necessidades concretas da realidade em que vivemos. Esta é a minha percepção. Noções de auto-confiança, de relacionamento, de interesse pelo conhecimento, ajudar o próximo a conhecer ao invés de criar uma noção competitiva que acaba por ser prejudicial e discriminatória, organização de trabalho em equipa, partilha de conhecimento inter-pares, sentido de solidariedade com o próximo, estimular a vontade e interesse pelo trabalho/criação, etc são questões que mereciam mais ênfase na educação do nosso potencial humano.
Não sou nenhum especialista no assunto da educação nem sequer ligado a ele por qualquer vinculo directo mas aprendi e compreendi que muitas vezes na história existem pequenas chaves que podem abrir portas importantes no futuro, e se olharmos um pouco para a história podemos ver indícios que a educação é de facto a maior chave do sucesso e a ínclita geração é um belo exemplo disso.
A Educação deveria ser a maior aposta deste país, sem obviamente esquecermos de outros temas que contribuem para um desenvolvimento que se quer sustentável, objectivo e humano (socialmente preocupado e activo no estabelecimento de condições mínimas vida), sem estar condicionado pelos “lobbys” que estrangulam todo o potencial que nos assiste.

Outro assunto que requer rápida intervenção estratégica é sem duvida a nossa dependência energética, qualquer melhoria neste campo terá um efeito a curto prazo no desenvolvimento do nosso país. Os investimentos realizados para tapar “buracos” da banca nacional poderiam ter sido usados no estabelecimento de uma maior independência energética e garantir uma “almofada” para o desenvolvimento futuro desta nação.

Sem estas bases convenientemente garantidas estaremos sempre a reboque de outros.

Estratégia coerente, isenta, humana, abrangente, interactiva, adaptável e objectiva é precisa.