quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Por uma bolota na bandeira !

Perdoem ao humilde autor deste texto, mas a “miserabilista” conotação do Quercus Suber com os latifundiários tornou o Sobreiro, sem culpa formada, numa espécie mal amada pelo povo urbano, apesar de o rural ter acarinhado sempre o Pai dos Montados, omnipresente no território nacional. Mas, como é lento a crescer, acaba por ser a última escolha das Câmaras, Juntas de Freguesias e EPU“IS”.

FACTOS:
Portugal produz metade da cortiça mundial! Aliás mais: 54%!
Ainda importamos 25% da produção mundial para transformamos cerca de 75% da produção mundial de cortiça!
O sector corticeiro representa 33% das exportações nacionais!
Alimenta famílias que no Verão conseguem ganhar o seu 15º e 16º mês num só!
Lideramos toda a investigação tecnológica do sector!
Ainda por cima é um produto ecológico e biodegradável!

Hoje, fruto do esforço e persistência de alguns mentores nacionais da espécie e em resposta a uma pressão estrangeira positiva, o nosso “Barba de Árvore (um pastor de árvores vivo cuja floresta é dizimada por Saruman)” tem vindo a adquirir o devido reconhecimento público.

Quiçá seja o momento de acrescentar uma bolota à nossa bandeira?

Hoje, a Bandeira representa as lutas da fundação, a independência e restauração de Portugal e os descobrimentos marítimos. Amanhã poderia representar natureza, sustentabilidade e cultura: a bolota como a semente do Futuro de Portugal…

Já S. Mateus escrevia «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos».

Não será a bolota ainda maior nos valores que encerra?

Filipe Queiroz e Melo

3 comentários:

Ângelo Ferreira disse...

Gostei muito do seu texto. Bonito, carregado de simbolismo, e cheio de verdade.

Ângelo Ferreira disse...

independentemente da questão da bandeira, claro.

F. Que. Melo! disse...

O mais evidente é às vezes tão simples... Obrigado, Professor.