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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Esquerda e Direita

Como se situa o MEP no espectro partidário? Num artigo recente, São José Almeida refere-se a este partido como sendo de centro-direita. Mas será isso verdade, precisamente à luz dos critérios que a jornalista aponta?

Segundo São José Almeida, o PS de José Sócrates afastou-se de

políticas reformistas, tendo como centro da sua acção o bem-estar das pessoas e a justa redistribuição do rendimento

para ocupar o espaço do PSD com

políticas com uma orientação de pendor liberal, que privilegiam as lógicas e os interesses do mercado e do seu lucro em detrimento do benefício das pessoas



Ora no programa do MEP podemos ler:

O Movimento Esperança Portugal é, ideologicamente, um projecto de matriz humanista, na sua expressão personalista. Tem na pessoa humana, o princípio, o centro e o fim de tudo. É em função desse superior valor que o Estado, a Sociedade e a Economia se devem orientar, porque o ser humano deve ser a medida de todas as coisas.


e ainda

Em consequência da valorização absoluta da dignidade humana, afirma-se a defesa do interesse de todos os seres humanos e de cada Ser humano na sua plenitude, como objectivos centrais. Não importa, pois, só a simples concretização do interesse particular, ainda que legítimo. Este deve concorrer, na medida do possível, para o bem de toda a comunidade, sem deixar ninguém para trás, nem considerar alguém com estatuto menor.



Assim, não só o MEP poderá estar à esquerda da versão actual do PS, como deverá ter como objectivo captar votos em todo o espectro político, tanto entre aqueles que na esquerda mais tradicional procuram um mundo mais humano e justo, como entre aqueles que, à esquerda ou à direìta, recusam a submissão da pessoa humana a modelos abstractos de sociedade, sejam eles marxistas ou neoliberais.

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Governo ouviu a proposta do MEP

Dois dias depois do MEP propor a manutenção das tarifas dos transportes colectivos, o primeiro-ministro anunciou hoje, no debate quinzenal no Parlamento, o congelamento até ao fim do ano dos passes sociais nos transportes públicos.

O MEP congratula-se com a decisão que, como defendeu, ainda que não sendo desejável nem sustentável a generalização deste tipo de intervencionismo do Estado sobre o mercado, privilegia uma forma de minimização do impacto social da actual escalada dos preços dos combustíveis em Portugal e justifica-se por estar em causa uma situação limite para a qual era preciso encontrar uma solução urgente, pontual e necessariamente limitada no tempo.
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