quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Salário Justo.


No dia de ontem do presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, João Costa, sugeriu ao Governo, através do Ministro da Economia, uma nova modalidade salarial para a industria têxtil, a de “passar a pagar 12 meses de salário ao contrario dos actuais 14 meses”, ou seja reduzir o salário dos trabalhadores.

Mas será que ele acredita que é o custo da mão-de-obra que afecta o desenvolvimento do país? Foram os salários dos trabalhadores têxteis que originaram a actual crise?

Aconselho-o a ler o texto do economista João Ferreira do Amaral, publicado em Maio deste ano, no qual avisa que a descida dos salários viria a agravar a situação de muitas famílias e a criar novos desequilíbrios.

Esta opinião baseia-se no facto de que “dado o grande endividamento das famílias e das empresas, uma redução dos salários nominais iria provocar uma redução geral de preços que levaria as dívidas, em termos reais, a subirem e consequentemente a pôr em causa a solvência de muitas famílias e empresas.

Post completo publicado em Razões de Esperança.

1 comentário:

Joao Ricardo Lopes disse...

Por mais que tente pensar o contrário, fico sempre com a ideia de que existe em Portugal uma classe que tudo faz para retatrdar o nosso desenvolvimento. Falo aberta e directamente da classe empregadora.
Não quero, e não posso, dizer que seja uma máxima generalizada. Mas é o meu sentimento profundo ao ouvir e ler o que dizem os principais representantes - se o são - do patronato.
Será que estes senhores sabem o que é viver com um mísero salário de 500 euros mês? Será que toda essa gente alguma vez teve de optar entre comer ou deixar para os filhos o que tinha na mesa? Será que toda essa gente alguma vez teve de optar entre comer uma refeição ou por combustível no carro para poder trabalhar?
Quem são os doutos senhores que tudo dizem e para nada têm solução?
Quem são os doutos senhores que não os têm no sítio para fazerem frente ao mandantes da Nação?
Sei que a minha voz nada vale. Sei que de nada vale lutar contra os que tudo têm, os que nada partilham.
Onde para HOJE o partido que queria ser Voz dos sem Voz. Que é feito da dinâmica que embalou mais de 50 mil eleitores?
Que passos foram dados para estabelecer, aproveitando o balanço, as bases necessárias para a implantação?
Blá,Blá... saquetas!
Senhores! Deixem-se de publicar textos da treta e pensem no que pode e deve ser feito. Já chega de discursos da tanga!