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sábado, 1 de agosto de 2009

O que dizem os outros

Entrevista
Anupam Prakash:"É preciso criar a imagem de Portugal como o centro mundial das energias verdes"
Portugal está em estado de hibernação, mas pode posicionar-se como o centro mundial das energias renováveis. Anupam Prakash, 48 anos, consultor da Hewitt Associates e especialista em globalização, defende em entrevista que a educação tem de ser encarada como um imperativo económico.


Que imagem tem de Portugal?

Conheço Portugal desde a minha infância, pela presença na Índia, e esta é a nona vez que venho aqui nos últimos três anos e meio. A impressão que tenho é que é um país que entrou no estado de hibernação. Como um computador que tem de ser reiniciado. Há muitas oportunidades para Portugal, só tem de começar a encontrar, de novo, o seu lugar na economia mundial. Já foi uma grande potência na altura dos Descobrimentos e tem um espírito de descoberta, de empreendedorismo, de criação de empresas. Mesmo que as pessoas pensem que este espírito não exista, está no ADN. Por algum motivo, não é visível.

Talvez por razões históricas, tivemos uma ditadura durante 35 anos.

Sim, também pode ser devido às políticas governamentais, falta de
branding, ou uma atitude de "deixa andar", mas tudo pode ser gerido com as medidas certas e as melhores práticas nas empresas.

Que tipo de medidas governamentais podem, então, "acordar" o país?

É preciso tornar Portugal um bom sítio para investir. A economia portuguesa é o que é, tem dez milhões de habitantes, mas hoje o tamanho da economia não deve, nem tem de depender do tamanho dos consumidores. Vivemos numa aldeia global e a desculpa da dimensão já não é válida. É óbvio que são precisos incentivos, boas infra-estruturas, bom ambiente para fazer negócios e tudo isso existe. (continua)
Ana Rute Silva in Público, 01 de Agosto de 2009

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Leituras

«Uma Justiça sem defesa» no Expresso
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Leituras

«O exemplo

DIA DE PORTUGAL... É dia de congratulação. Pode ser dia de lustro e lugares comuns. Mas também pode ser dia de simplicidade plebeia e de lucidez.
Várias vezes este dia mudou de nome. Já foi de Camões, por onde começou. Já foi de Portugal, da Raça ou das Comunidades. Agora, é de Portugal, de Camões e das Comunidades. Com ou sem tolerância, com ou sem intenção política específica, é sempre o mesmo que se festeja: os Portugueses. Onde quer que vivam.
Há mais de cem anos que se celebra Camões e Portugal. Com tonalidades diferentes, com ideias diversas de acordo com o espírito do tempo. O que se comemora é sempre o país e o seu povo. Por isso o Dia de Portugal é também sempre objecto de críticas. Iguais, no essencial, às expressas por Eça de Queirós, aquando do primeiro dia de Camões. Ele afirmava que os portugueses, mais do que colchas às varandas, precisavam de cultura.
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Estranho dia este! Já foi uma “manobra republicana”, como lhe chamou Jorge de Sena. Já foi “exaltação da raça”, como o designaram no passado. Já foi de Camões, utilizado para louvar imperialismos que não eram os dele. Já foi das Comunidades, para seduzir os nossos emigrantes, cujas remessas nos faziam falta. E apenas de Portugal.
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Os Estados gostam de comemorar e de se comemorar. Nem sempre sabem associar os povos a tal gesto. Por vezes, quando o fazem, é de modo desajeitado. “As festas decretadas, impostas por lei, nunca se tornam populares”, disse também Eça de Queirós. Tinha razão. Mas devo dizer que temos a felicidade única de aliar a festa nacional a Camões. Um poeta, em vez de uma data bélica. Um poeta que nos deu a voz. Que é a nossa voz. Ou, como disse Eduardo Lourenço, um povo que se julga Camões. Que é Camões. Verdade é que os povos também prezam a comemoração, se nela não virem armadilha ou manipulação.
Comemora-se para criar ou reforçar a unidade. Para afirmar a continuidade. Para reinterpretar o passado. Para utilizar a História a favor do presente. Para invocar um herói que nos dê coesão. Para renovar a legitimidade histórica. São, podem ser, objectivos decentes. Se soubermos resistir à tentação de nos apropriarmos do passado e dos heróis, a fim de desculpar as deficiências contemporâneas.
Não é possível passar este dia sem olharmos para nós. Mas podemos fazê-lo com consciência. E simplicidade.
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Garantimos com altivez que Camões é o grande escritor da língua portuguesa e um dos maiores poetas do mundo, mas talvez fosse preferível estudá-lo, dá-lo a conhecer e garantir a sua perenidade.
Afirmamos, com brio, que os portugueses navegadores descobriram os caminhos do mundo nos séculos XV e XVI e que os portugueses emigrantes os percorreram desde então. Mais vale afirmá-lo com o sentido do dever de contribuir para a solidez desta comunidade.
Dizemos, com orgulho, que o Português é uma das seis grandes línguas do mundo. Mas deveríamos talvez dizê-lo com a responsabilidade que tal facto nos confere.
Quando se escolhe um português que nos representa, que nos resume, escolhe-se um herói. Ele é Camões. Podemos festejá-lo com narcisismo. Mas também com a decência de quem nele procura o melhor.
Os nossos maiores heróis, com Camões à cabeça, ilustraram-se pela liberdade e pelo espírito insubmisso. Pela aventura e pelo esforço empreendedor. Pela sua humanidade e, algumas vezes, pela tolerância. Infelizmente, foram tantas vezes utilizados com o exacto sentido oposto: obedientes ou símbolos de uma superioridade obscena.
Ainda hoje soubemos prestar homenagem a Salgueiro Maia. Nele, festejámos a liberdade, mas também aquele homem. Que esta homenagem não se substitua, ritualmente, ao nosso dever de cuidar da democracia.
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As comemorações nacionais têm a frequente tentação de sublinhar ou inventar o excepcional. O carácter único de um povo. A sua glória. Mas todos sentimos, hoje, os limites dessa receita nacionalista. Na verdade, comemorar Portugal e festejar os Portugueses pode ser acto de lucidez e consciência. No nosso passado, personificado em Camões, o que mais impressiona é a desproporção entre o povo e os feitos, entre a dimensão e a obra. Assim como esta extraordinária capacidade de resistir, base da “persistência da nacionalidade”, como disse Orlando Ribeiro. Mas que isso não apague ou esbata o resto. Festejar Camões não é partilhar o sentido épico que ele soube dar à sua obra maior, mas é perceber o homem, a sua liberdade e a sua criatividade. Como também é perceber o que fizemos de bem e o que fizemos de mal. Descobrimos mundos, mas fizemos a guerra, por vezes injusta. Civilizámos, mas também colonizámos sem humanidade. Soubemos encontrar a liberdade, mas perdemos anos com guerras e ditaduras.
Fizemos a democracia, mas não somos capazes de organizar a justiça. Alargámos a educação, mas ainda não soubemos dar uma boa instrução. Fizemos bem e mal. Soubemos abandonar a mitologia absurda do país excepcional, único, a fim de nos transformarmos num país como os outros. Mas que é o nosso. Por isso, temos de nos ocupar dele. Para que não sejam outros a fazê-lo.
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Há mais de trinta anos, neste dia, Jorge de Sena deixou palavras que ecoam. Trouxe-nos um Camões humano, sabedor, contraditório, irreverente, subversivo mesmo.
Desde então, muito mudou. O regime democrático consolidou-se. Recheado de defeitos, é certo. Ainda a viver com muita crispação, com certeza. Mas com regras de vida em liberdade.
Evoluiu a situação das mulheres, a sua presença na sociedade. Invisíveis durante tanto tempo, submissas ainda há pouco, as mulheres já fizeram um país diferente.
Mudou até a constituição do povo. A sociedade plural em que vivemos hoje, com vários deuses e credos, com dois sexos iguais, com diversas línguas e muitos costumes, com os partidos e as associações que se queira, seria irreconhecível aos nossos próximos antepassados.
A sociedade e o país abriram-se ao mundo. No emprego, no comércio, no estudo, nas viagens, nas relações individuais e até no casamento, a sociedade aberta é uma novidade recente.
A pertença à União Europeia, timidamente desejada há três décadas, nem sequer por todos, é um facto consumado.
A estes trinta anos pertence também o Estado de protecção social, com especial relevo para o Serviço Nacional de Saúde, a segurança social universal e a escolarização da população jovem. É certamente uma das realizações maiores.
Estas transformações são motivo de regozijo. Mas este não deve iludir o que ainda precisa de mudança. O que não foi possível fazer progredir. E a mudança que correu mal.
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A Sociedade e o Estado são ainda excessivamente centralizados. As desigualdades sociais persistem para além do aceitável. A injustiça é perene. A falta de justiça também. O favor ainda vence vezes de mais o mérito. O endividamento de todos, país, Estado, empresas e famílias é excessivo e hipoteca a próxima geração. A nossa pertença à União Europeia não é claramente discutida e não provoca um pensamento sério sobre o nosso futuro como nacionalidade independente.
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Há poucos dias, a eleição europeia confirmou situações e diagnósticos conhecidos. A elevadíssima abstenção mostrou uma vez mais a permanente crise de legitimidade e de representatividade das instituições europeias. A cidadania europeia é uma noção vaga e incerta. É um conceito inventado por políticos e juristas, não é uma realidade vivida e percebida pelos povos. É um pretexto de Estado, não um sentimento dos povos. A pertença à Europa é, para os cidadãos, uma metafísica sem tradição cultural, espiritual ou política. Os Estados e os povos europeus deveriam pensar de novo, uma, duas, três vezes, antes de prosseguir caminhos sem saída ou falsos percursos que terminam mal. E nós fazemos parte desse número de Estados e povos que têm a obrigação de pensar melhor o seu futuro, o futuro dos Portugueses que vêm a seguir.
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É a pensar nessas gerações que devemos aproveitar uma comemoração e um herói para melhor ligar o passado com o futuro.
Não usemos os nossos heróis para nos desculpar. Usemo-los como exemplos. Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista.
Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo do que de lições morais.
Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões.
Pela eficácia, pela pontualidade, pelo atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensíveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo.
Pela liberdade e pelo respeito devido aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes.
Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos.
Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça.
Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo “ethos” deveria ser o de servir.
Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar “sinais de esperança” ou “mensagens de confiança”. Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.
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Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis.
Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do país.

(Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, Santarém, 10 de Junho de 2009)»
António Barreto no Jacarandá

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sábado, 25 de abril de 2009

Leituras

"Em nome de uma falsa pedagogia" (De Rerum Natura)

Ainda a falta do ensino técnico-profissional (De Rerum Natura)

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Leituras

Obama Earth Day Flights Burned More Than 9,000 Gallons Of Fuel na CBS News
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Leituras

"O primeiro-ministro acha que magistrados, polícias e jornalistas conspiram para lhe inventar passados"


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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Leituras

O risco de Portugal poder “falir”

Economistas alertam para dificuldade de pagar dívidas em 2014 (Expresso)
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terça-feira, 31 de março de 2009

Leituras

Fixing the future (Diogo Vasconcelos no Geração de 60)


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sexta-feira, 13 de março de 2009

Leituras

Belmiro de Azevedo e Daniel Bessa salientam importância de Angola como solução (Sol)

Neves e Sócrates oficializam institucionalização de cimeira bienal (Sol)
PCP defende nacionalização de todos os bancos em Portugal (Sol)
Sindicatos contra contratação directa por escolas em meios desfavorecidos (Público)
Banco de Portugal já estava preocupado com situação do BPN em 2001 (Público)

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sábado, 7 de março de 2009

Leituras: "Cavaco apela ao dinheiro dos emigrantes"

Foi um apelo que fez reviver os velhos tempos do pós-25 de Abril em que as remessas de dinheiro dos emigrantes portugueses eram a tábua de salvação dos Governos dessa época. Em plena crise, ontem, no final da sua visita oficial à Alemanha, o Presidente da República sentiu a necessidade de falar ao coração da diáspora. E a mensagem voltou a ser idêntica à que era feita quase há três décadas.

"Contamos ainda com o investimento de todos quantos se sintam capazes de o fazer. É bem sabido que o contributo dos nossos emigrantes sempre foi muito importante para a vida económica portuguesa. Neste momento difícil, ele assume uma importância determinante. O futuro de Portugal a todos nós diz respeito e sei que Portugal pode contar convosco."
Num encontro com a comunidade portuguesa, que conta na Alemanha com cerca de 130 mil membros, o Presidente da República lembrou: "Portugal necessita, hoje mais do que nunca, da ajuda da sua diáspora. Contamos com o vosso apoio para projectar o nosso país, com a colaboração de todos para que possamos aumentar as exportações de produtos e serviços portugueses, para promover a nossa terra como destino turístico de excelência". Estava dado o mote. E depois do pedido de ajuda, a garantia que muito agradou aos cerca de mil emigrantes presentes no encontro. A alteração ao voto dos emigrantes, vetada pelo Presidente, continua na ordem do dia. E o chefe de Estado afirmou: "Um Portugal que se sente legitimado para pedir o apoio dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro tem de estar à altura de responder às necessidades desses mesmos portugueses e de tudo fazer para promover a sua ligação ao país." E concluiu: "É meu firme propósito continuar a fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que os portugueses residentes no estrangeiro e luso-descendentes possam aumentar a sua participação cívica e política e reforçar os laços que os unem a Portugal".
Luciano Alvarez, Osnabrück (Alemanha), 07/03/2009

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Leituras

"Em tempos de crise financeira e de recessão económica é sempre mais difícil pregar o valor da solidariedade e é maior a tentação do "salve-se quem puder", o mesmo é dizer do retorno ao nacionalismo e ao proteccionismo".
António Vitorino, jurista, "Diário de Notícias", 06-03-2009
(via
Público online)

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domingo, 1 de março de 2009

Leituras

«Centrámo-nos numa coisa que tem sido denominada de política de betão, mas que suponho que foi mais do que isso. Houve um alinhamento, e uso a expressão alinhamento com todos os sentidos que ela possa ter, entre empresas que vivem fundamentalmente para o mercado interno, num ambiente de fraca concorrência, e os dirigentes dos maiores partidos políticos. E isso fez com que, praticamente desde 1995, os grandes problemas da competitividade externa das Pequenas e Médias Empresas (PME) não fossem tratados. E os sinais já cá estavam há muito tempo, com a redução prevista e efectiva de postos de trabalho nos nossos sectores tradicionais, com arranque muito lento de novas iniciativas em áreas tecnologicamente mais evoluídas e na maior parte dos casos à custa de grande subsidiação, criando-se uma espécie de ilhas para grandes investimentos estrangeiros. 

Ainda hoje é possível ouvir o Governo, este como outro de outro partido, "encher a boca" com os 1200 milhões de euros de exportações da Qimonda, sem nunca dizer que o valor acrescentado é um sexto disso. Há uma disponibilidade para apoiar grandes projectos que ficam completamente dependentes dessa subsidiação e o Governo acaba por ficar refém desses projectos sob pena de ficar responsável pelos despedimentos. Tudo isso distrai a atenção de um trabalho mais profundo, com melhores resultados em termos de emprego que seria o de criar condições mais fáceis para as nossas PME.»

Ferraz da Costa em entrevista ao Público

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Leituras

Ministério Público proíbe sátira ao Magalhães no Carnaval de Torres Vedras (Público)
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Leituras

Despedimentos versus lucros - debate estéril, a crise agradece! (4R - Quarta República)

Um fino negócio (Jorge Farinha no Expresso via Blasfémias)

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Leituras*

O Voto dos Emigrantes por Marina Costa Lobo
Ao Rui Marques e à Laurinda Alves por Marina Costa Lobo
Charles Robert Darwin - 200 anos por Leonel Vicente
Um passo à frente e dois atrás na África do Sul por Amílcar Tavares

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Leituras

SOBRE O "FASCISMO HIGIÉNICO" (Pacheco Pereira no Abrupto)
O Homem que mordeu o cão (JN)
Sócrates quer a língua portuguesa na 'primeira linha da batalha política' (Sol)
Instituições chegam a acordo com Governo e vão receber reforço de verbas (Sol)
Louçã analisa crise financeira (jornal Esquerda de Julho)
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Leituras

O Lado Oculto dos Políticos
(Pedro Lombra no DN)

«Talvez pudéssemos no futuro passar a escolher os políticos de outra forma: não comparando o que cada um revela, mas ponderando os seus lados ocultos.»

Janus
(Maria José Nogueira Pinto no DN)

«Tudo isto reforça a exclamação de García Márquez: temos hoje tanta informação, mais do que alguma vez pensámos ser possível e, contudo, quase nunca sabemos a verdade.Porque como diz Rushdie, quando a imagem e a ilusão se tornam as bases da política, percebemos que quase todos são idólatras e já não existem muitos iconoclastas.»

Novo Curso de Medicina na Universidade do Algarve (Público)
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terça-feira, 22 de julho de 2008

Leituras

Multiculturalismo (Francisco José Viegas no A Origem das Espécies)

Nota: as sugestões de leituras feitas no âmbito dó tema "Leituras" não são mais do que isso, sugestões de leitura. Não revelam nenhuma concordância minha com os textos, nem especial gosto pelos seus autores. Nalguns casos sim, noutros não, mas isso é comigo. Neste contexto do blog, são apenas sugestões para reflexão e nada mais.

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