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terça-feira, 24 de março de 2009

Empresas felizes são mais produtivas

"A literatura cíentifica da gestão vem sendo crescentemente invadida por teorias de bem-estar e categorias analíticas de felicidade. O princípio é simples de entender. Uma organização é feita, essencial e vitalmente, de pessoas. Se as pessoas são felizes a organização também o é (...). E...organizações felizes, são provadamente mais produtivas e eficazes.(...)
A janela de esperança que a sondagem IPP* sugere, em tempo de crise, é a de que os portugueses tenham a sabedoria de construir estados de alma positivos na sua relação com o emprego, aprendendo a desejar o que têm e a apreciar o trabalho como contributo para a procura pessoal de felicidade e conquista de sentido de vida. 
Como dizia o mais recente Nobel da Economia (Krugman):"In the end, economics is note about  wealth- it's about the pursuit of hapiness"".

Roberto Carneiro, Expresso, 21 de Março 2009

*IPP- Indice de Perspectivas Profissionais, Nov.-Dez. 2008


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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Uma nova era de responsabilidade com Obama

A imprensa fez-se eco dos erros de Obama nas escolhas da nova Administração(http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358775)


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em segunda semana de mandato, fez na noite de terça-feira um público e repetido “mea culpa”, admitindo “ter errado” nas nomeações de duas figuras de topo da sua nova Administração - ambos tendo-se demitido por razões de falhas nos pagamentos de impostos. Não era o ciclo noticioso que a recém-empossada Casa Branca pretendia ter quando marcou para Obama, na noite de ontem, cinco entrevistas televisivas, com estes casos acabando por desviar as atenções do plano de recuperação da economia – de quase 900 mil milhões de dólares – pretendido pelo chefe de Estado.

O “erro” refere-se à nomeação do antigo líder democrata no Senado Tom Daschle, escolhido por Obama para assumir a pasta de secretário da Saúde e Recursos Humanos, que desde o fim-de-semana se via em apuros para explicar o não pagamento de 140 mil dólares em impostos, pelo uso de um carro e motorista e outros benefícios pessoais, que lhe foram atribuídos por uma empresa de consultoria entre 2005 e 2007.
O que dizer desta atitude e comportamento do Presidente Obama?

Um nova era de responsabilidade está pois inaugurada, carregada de forte carga ética: o mais alto magistrado da Nação assume perante o Povo que o escolheu a responsabilidades pelos seus erros na escolha (error in ellegendo). E como, em matéria de ética na política, os exemplos falam sempre mais forte, ele nao hesita em afirmar:

“Creio que cometi um erro. Acho que 'lixei' as coisas e assumo a responsabilidade por isso”, afirmou Obama à CNN, adiantando que não queria passar a ideia de que existe um critério para os poderosos e outro para as pessoas comuns. “Fiz borrada nesta situação? Absolutamente. E estou disposto a assumir as consequências”, explicou ainda à NBC. E, à Fox News: “Em última análise, tenho de assumir a responsabilidade por um processo que resultou em ficarmos sem secretário da Saúde e Recursos Humanos num momento em que as pessoas precisam de ajuda nos custos de saúde que enfrentam.”
Daschle acabaria por anunciar a sua demissão na terça-feira.


Oxalá, sem falsos moralismos, que este exemplo possa vir a ser seguido por outros.
Melhor é sempre possível, mesmo na vida política.

JMCM

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Esperança religiosa cristã e esperança política : possibilidades de diálogo sem indesejáveis confusões? (I)



O Mep é um partido político e por definição, nas sociedades ocidentais democráticas evoluídas, os partidos não são confessionais ou religiosos.
Todavia, conhecemos exemplos de partidos religiosos em regimes democráticos (Israel) e em regimes autoritários e Teocráticos (Irão, por exemplo). Interrogo-me, se as esperanças das religiões terão algum ponto em comum com a nossa comum esperança (cívico-política) em Portugal e nos portugueses e portuguesas.

Vejamos, no contexto próprio do cristianismo de raiz católico, como se apresenta na sociedade ocidental a esperança cristã.

A par da fé e da caridade, na ordenação destas virtudes, a esperança fica a meio, é uma “virtude do caminho”. Em Paulo, a centralidade da mensagem cristã reside na caridade ou amor ao próximo (agapé). De nada vale a acção humana moral se não houver caridade.

Cabe então perguntar qual é o objecto da esperança crista? O desejo e espera de Deus, a vida eterna como felicidade? Sim? Se sim, prossegue a busca teológica, e agora questiona: em que põem os cristãos a comum esperança e em quem confiam? Nas promessas de Cristo? E, se a resposta parece clara, ainda assim não fica encerrada a questão. Mas, afinal ,quem ajuda os cristãos a ter confiança? Em quem se apoiam? Na graça do Espírito para merecé-la e preservar até ao fim da vida eterna. Eis como qualquer manual de doutrina ou o catecismo católico responde a estas interrogações religiosas .

E, agora no que ao Mep diz respeito o que deseja e espera de cada um nós?

Que nós portugueses sejamos capazes de confiar em nós próprios, como cidadãos e como povo para enfrentarmos os desafios do tempo presente com determinação e com força e assim os vencermos .

È, pois, em cada um dos nossos concidadãos que o Mep põe a sua esperança. E confia que somos – todos e cada um de nós – capazes de ter a ambição de fazer melhor, muito melhor, com rigor, esforço, criatividade, pois que o futuro que se avizinha é uma oportunidade, um desafio.

O MEP, nasce pois da necessidade – urgente - de mobilizar, reunindo e unindo os portugueses para vencerem os desafios presentes.

Como não basta querer, pergunta-se então se o MEP tem razões para confiar e apoiar-se nos portugueses? A resposta só pode ser esta: o Mep tem razóes de sobra para acreditar que somos capazes de fazer/ser melhor(es).

Não é verdade que Portugal tem revelado, ao longo da sua História, capacidades inesperadas de vencer obstáculos aparentemente inultrapassáveis? Não seremos capazes de fazer o impossível, se a missão é grandiosa ?


Num tempo como o nosso em que se respira, em muitos contextos, um ambiente de desesperança e de desânimo e onde o pessimismo tornou-se endémico e vai ganhando raízes, graças à crise económica, política e social que paira, que outra alternativa resta?

O desânimo e desistência? A queixa e lamúria? O fatalismo e conformismo?

Que cada um responda por si, que muitos já se decidiram em sair da sua instalação e do pequeno mundo sem horizonte onde viviam.

E se “profissão de fé” houvesse, então poderia vir a ser esta a adoptada pelo Mep : que está verdadeiramente ao nosso alcance um país melhor, porque mais humano e mais justo, desde que, com abertura e diálogo, numa atitude que reflecte motivação, ambição e persistência, queiramos dar as mãos e trabalhar juntos para o bem comum. Não é um " novo céu e uma nova terra", não é certamente, o"paraíso" mas o que pode ser o começo de algo novo talvez ainda nem sequer tentado. Vale a pena ousar.

Só assim chegaremos a destino que valha a pena.

(Cont.)

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

MEP apresenta 52 Razões de Esperança

52 Razões de Esperança

Sabia que, nos últimos quarenta anos, Portugal reduziu a taxa de mortalidade infantil de 77 mortes por mil nascimentos, para 3,4 por mil? Sabia que nos últimos sete anos, Portugal reduziu para metade o número de vítimas mortais em acidentes rodoviários? Sabia que o último alargamento do Espaço Schengen a nove países novos só foi possível graças a uma solução de software criada por uma empresa portuguesa?

Ao longo de séculos, Portugal e os Portugueses, enfrentaram inúmeras crises e múltiplos desafios. Desde a perda da Independência, à perda do Império; da pobreza persistente ao analfabetismo endémico. Mas, bem vistas as coisas, os nossos antepassados provaram, quase sempre, que não há obstáculos inultrapassáveis. Resolveram muitos dos problemas e mostraram que Melhor era possível...

Inspirados por essa atitude, procurámos coleccionar 52 exemplos concretos e recentes de como Portugal pode ser melhor. Uma por semana, para todo o ano. São razões de esperança para todos nós. Se melhor foi possível, melhor há-de ser possível. Depende só da nossa determinação. Não aceitamos ser uma geração de incapazes! As dificuldades – muitas – que temos pela frente só podem ter uma resposta: tentar fazer melhor.

Nesta atitude MEP sublinhamos também que o futuro está por escrever. Que depende de cada um de nós o que será o amanhã. Por isso, as páginas em branco servirão para que registe as suas vitórias, o seu contributo para construir o “Melhor é possível”. Ninguém pode ser dispensado desse contributo.

Na próxima 3ª feira, dia 23 de Setembro, às 18h, na Sala Panorâmica do Oceanário de Lisboa, faremos a apresentação do projecto “52 Razões de Esperança”.

Após a apresentação do projecto, terá lugar um debate com convidados independentes, dedicado ao tema “Portugal: que razões de Esperança?”, Participarão neste debate Nicolau Santos (jornalista), Nuno Lobo Antunes (médico), Isabel Guerra (socióloga) e Carlos Liz (especialista de estudos de mercado), cabendo a moderação à jornalista Inês Rodrigues.

Convite



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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Esperança, verdade e rigor

É fundamental que uma proposta de Esperança assente numa abordagem da realidade com Verdade. Uma esperança assente em mentiras ou versões grosseiramente distorcidas da realidade desfaz-se rapidamente e a desilusão repetida ameaça toda a esperança.

A situação económica do país e a situação financeira do estado são graves, não só por causa da conjuntura internacional mas também por causa do modelo de desenvolvimento adoptado em Portugal nas últimas décadas, mais baseado em infraestruturas e em estatísticas educativas do que numa real melhoria da educação.

Como se isto não bastasse e perante a situação actual, é preocupante que o governo queira apoiar a esperança numa repetição deste modelo, quando a necessidade das novas infraestruturas é muito discutível.

A superficialidade da argumentação que defende as novas obras tenta tirar partido de uma tendência para desvalorizar os aspectos técnicos, por serem considerados menos nobres ou por se imaginar que qualquer decisão política pode sempre ser sustentada num estudo correcto. Ora isto não corresponde à verdade.

O processo da Ota foi para mim um grande sinal de esperança pois não me recordo de, na nossa democracia, a opinião pública, aliada às posições públicas dos técnicos, ter forçado um governo a travar uma decisão que seria desastrosa para o país.

Infelizmente o governo tenta repetir a ideia em obras sem suficiente justificação. E a sugestão de que se trata de investimento privado é simplesmente incorrecta. Só o seria se os riscos fossem corridos essencialmente pelos privados e tudo indica que não será assim, porque se prevê que estes investimentos não possam dar lucro.

Perante a divergência com a Europa, repetimos o modelo que nos trouxe aqui, só que agora em maior escala e com uma menor necessidade de mais infraestruturas. Um pouco como aquelas famílias que, quando deixam de ter dinheiro para pagar um empréstimo, contraem outro a uma taxa de juro superior, para pagar as mensalidades do primeiro.

As propostas políticas ao eleitorado podem e devem ter em conta a verdadeira situação do país e do estado e a partir desta definir as prioridades, não abdicando da construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e melhor para todos.

É necessário ponderar e justificar bem os sacrifícios que são pedidos aos portugueses. É necessário que o rigor orçamental e eventuais sacrifícios adicionais em áreas como a saúde, a educação e a segurança social sejam acompanhados por um rigor ainda maior em áreas como os gastos (e outros compromissos) em mais obras públicas.

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sábado, 12 de julho de 2008

É urgente construir razões de Esperança!

Já está disponível aqui o Relatório Nacional sobre Portugal - elaborado a partir de dados do Eurobarómetro 69, estudo da opinião pública realizado pela Comissão Europeia entre os dias 25 de Março e 4 de Maio de 2008 - que analisa o actual clima da opinião pública nacional.

Eis algumas das principais conclusões:

1) «Os portugueses continuam a ser dos cidadãos europeus mais pessimistas quanto à evolução futura da economia do seu país. Quase dois terços dos portugueses pensam que, no próximo ano, a situação tenderá a piorar no que respeita ao emprego (…) e três em cada cinco que o mesmo sucederá em relação à situação económica em geral».

2) «41% dos portugueses estão convencidos que a sua situação financeira pessoal irá piorar no próximo ano (…) e fenómeno particularmente preocupante é a admissão, por mais de dois terços dos portugueses, de que têm dificuldades para pagar as contas no final do mês». Esta «é uma percepção que se alarga não apenas aos sectores habitualmente mais “vulneráveis” da população, mas também à “classe média” dos trabalhadores urbanos do sector dos serviços.»

3) «Apenas 26 por cento dos portugueses pensam que o país segue numa direcção certa: dos 27 países da UE, apenas seis apresentam percentagens inferiores a esta.»

Perante estes dados, ainda alguém tem dúvidas de que é urgente construir razões de Esperança?

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Exemplos

Sopa Rica, em Évora
«Sopa Rica» é «alimentada» por donativos de particulares e empresas
«Sem apoios do Estado e apenas com um subsídio anual do município e as quotas dos seus associados, esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) encontra nos contributos do Banco Alimentar Contra a Fome e de particulares e empresas a garantia para confeccionar as refeições.» (leia mais no jornal SOL)

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ainda!

CONCURSO DE MISS ESPERANÇA

"Um dia, conduziram-me a um hospital de savana, no Leste angolano. Havia guerra civil e eu viajava com um dos lados, num camião militar. Enfermeiros pobres e dedicados mostraram-me gente sem uma perna. Não havia sem duas pernas. As minas antipessoal têm doses cirúrgicas: levam uma perna, não mais. Não é por economia, é por eficiência. Sem as duas pernas, a vítima não sai da cubata. Já um perneta passeia-se e lembra o que as minas querem que seja lembrado: há que ter medo! Quando voltei ao camião, reparei que ele levava uma camada de caixas de minas. Nenhum dos lados da guerra civil era inocente. Hoje, em Luanda, há um concurso de Miss Sobrevivente de Minas. O prémio para a vencedora é a mais sofisticada das próteses. Remeto o leitor para a reportagem na pág. 30. Uma das candidatas, perguntada se a vida lhe trouxe algo de bom, respondeu: "Ainda." A palavra é angolana. Resume o não ter mas a certeza de que "ainda" vai ter. Foi esta palavra que ganhou a guerra civil angolana."


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quarta-feira, 26 de março de 2008

Razões de esperança

Segundo o Times Online, Portugal ocupa o 18º lugar num ranking de estabilidade e prosperidade elaborado, após um ano de investigação em 235 países, pela Agência de Informação Jane's.
O nosso país aparece desta forma imediatamente atrás da Suíça e à frente de países como a Noruega ou o Canadá.
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