"(..)há um país chamado Portugal composto por pessoas concretas, vidas concretas, que costuma estar ausente dessas longas reflexões sobre a economia portuguesa."
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"(..)há um país chamado Portugal composto por pessoas concretas, vidas concretas, que costuma estar ausente dessas longas reflexões sobre a economia portuguesa."
"O I-Garment (Integrated System for Management of Civil Protection Units) é um fato para bombeiros incorporado com sensores, sistemas GPS e sistemas de comunicação wi-fi de dados e voz — sendo uma das principais funcionalidades o envio da posição e sinais vitais do utilizador do fato para um centro de comando. O I-Garment utiliza também o sistema Premfire, desenvolvido pela empresa Critical Software e pelo Instituto Geográfico Português, que possibilita aos bombeiros o acesso a dados meteorológicos, tais como a temperatura do ar e a intensidade dos ventos.
O I-Garment encontra-se actualmente em desenvolvimento por um consórcio constituído pelas empresas YDreams, Miguel Rios Designer e pelo IT (Instituto de Telecomunicações), financiado pela ESA. O projecto tem ainda o apoio do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil."
daqui, via Câmara dos Comuns
Pedro Lomba no DN
"Mas há um terceiro alinhamento mais certeiro que sustenta que a grande
aposta dos próximos anos para a justiça social chama-se capital humano. Ele
implica partir do princípio de que o problema da desigualdade social não reside
nem só no Estado, nem só no mercado. O Estado continua a ser necessário em
muitas áreas, desde logo na educação, mas a sua principal tarefa deve ser o de
precisamente conferir às pessoas a preparação e os recursos sociais e
intelectuais que o mercado selecciona e premeia. Vai ser preciso voltar a
isto."
Manobras do autocarro da Selecção Francesa no Euro2008, após a derrota com a Itália.
via Kontratempos
«Uma situação real chamou a minha atenção. Não existir um sistema informático uniformizado (base de dados) de investigação e combate à criminalidade entre o Ministério Público, a Magistratura Judicial e os órgãos de polícia criminal (PJ, PSP, GNR, etc.). Nem sequer os sistemas de informáticos internos do MP estão integrados (segundo um estudo recente do ITIJ, 50% criminalidade está registada no sistema Habilus e outros 50% no SGI).» (...)
A culpa é do sistema (O Cachimbo de Magritte)
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O Blogouve-se concluiu hoje 5 anos de aventura pela vizinhança. Se há quem tenha medo deste lobo mau que é a internet, recomendo que ponha os olhos no que de bom se pode fazer via Blogouve-se (particularmente se o "medricas" for jornalista).
Fica o agradecimento ao João Paulo Meneses, jornalista da TSF e os votos de que um dia regresse. Felicidades e obrigado pela definição de ética e de sentido crítico (e auto-crítico) que foi dando. O Blogouve-se em certo sentido foi uma das minhas fontes de esperança.
O agradecimento é também extensível a quem deixou o JPM desenvolver o Blogouve-se sem areias na engrenagem. Sublinho a nota final que por lá faz:
" em cinco [anos] apanhei três directores diferentes; nenhum deles me criou qualquer problema - ou, sequer, me chamou à atenção - por alguma coisa que tenha sido escrita; é justo dizê-lo."
"Essa, a Alemanha que joga hoje com Portugal. O seu melhor jogador,
Ballack, diz: "Portugal é o favorito." Dir-me-ão: é só frase. Sim, mas ao
contrário da frase de Lineker["Futebol é um jogo entre 22 jogadores, em que no final quem vence é a Alemanha."], nunca tinha sido dita, nunca. Talvez essa glória
só a vivamos até logo à noite. Mas que isso foi dito, foi."Ferreira Fernandes, no DN
Hoje, num almoço com jornalistas"[O surgimento do MEP] Foi uma boa notícia para José Sócrates[...]. Este partido pode ser útil porque eles estão disponíveis para ajudar, leia-se o PS e José Sócrates, a ter vitória e eventualmente chegar à maioria absoluta. Portanto, atenção ao PSD porque isto é o PS a querer alargar à direita."
"Começa a perceber-se que das eleições possa sair um arranjo qualquer", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que ontem a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, "admitiu que a situação do país poderia impor acordos de regime" entre social-democratas e socialistas.
Em Portugal, o liberalismo é uma confusão. Ou é acompanhado por fundamentalismo católico (o que para mim é contraditório) ou é considerar que o Estado deve ser gerido como uma empresa ou é simplesmente uma arte mágica através da qual basta privatizar, libertando os indivíduos e as empresas do jugo estatal, para tudo mudar se transformar. Não seria melhor desenvolver um pouco mais estas ideias (e eu estou pronto para ouvi-las) e dizer em que sectores e com que “forças da sociedade civil” se quer diminuir o papel do Estado em Portugal? O problema é que isso se confunde com “pragmatismo”. E "isso", para quem se julga ideologicamente puro, é que não pode ser.
No aeroporto de Gattwick, Londres, há dezenas de pessoas de camisola amarela onde está escrito: May I Help? E só por existirem estas pessoas cuja função é ajudar os outros, tudo se torna incrivelmente mais fácil e mais eficaz para todos.
A selvajaria do "Estado Social" (André Azevedo Alves no Corta Fitas)
Manuel Pinho: proposta de transferir dívidas da electricidade para consumidores "é de muito mau senso" (Público)
Parlamento Europeu dita hoje destino da lei comunitária de repatriamento de imigrantes ilegais (Sol)
Israel e Hamas firmam acordo de tréguas (Expresso)
Polícias indignados por terem de pagar a farda (JN)
Pescas: Armadores congratulam-se com medidas aprovadas pela Comissão Europeia (Público)
Ministério da Agricultura condenado por aplicação do regime da mobilidade (Sol)
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"São só palavras, dizem eles. Barack Obama é só garganta, dizem eles. E este "eles" não são americanos vidrados em George W. Bush. Estes "eles" são muito nossos: gente da inteligentzia nacional, literata, experimentada, calejada e que, basicamente, não vai em cantigas. Pacheco Pereira acha que Obama é só paleio. António Barreto desconfia que Obama é só paleio. E eu vejo-me acompanhado de Mário Soares - o homem com quem na última década mais vezes devo ter estado em desacordo - a defender as qualidades do senhor. E, se me permitem, a deixar esta simples pergunta: mas desde quando é que a política deixou de ser sobre palavras, discursos e capacidade de persuasão?
Já Platão e Aristóteles se entretiveram a encher pilhas de livros sobre a importância da retórica no espaço público e como ela está na base da própria ideia de democracia. E no entanto, de repente, parece que o pensamento tecnocrático tomou conta de tudo, e que para muita gente respeitável a política deixou de ser "a" política para se transformar numa espécie de gestão, mais ou menos técnica, da coisa pública. Mas que pobreza. Querer reduzir os méritos de um político à qualidade do seu programa é como avaliar a beleza de uma pessoa só com base nas suas medidas. Da mesma forma que um 86-60--86 não faz uma mulher necessariamente bonita, um belíssimo programa eleitoral não faz obrigatoriamente um bom Governo.
Ajuda? Claro que ajuda. Mas quando se fala de Obama e do seu génio enquanto orador, é extraordinário que se encolha os ombros e se diga "bah, aquilo é só conversa". É evidente que a conversa não chega - e, justiça lhe seja feita, a forma como ganhou as primárias e planeou a campanha revela um profissionalismo extraordinário -, mas no dia em que os discursos inspiradores não valerem de nada, no dia em que um homem que consegue arrastar milhões de jovens até às urnas for apenas "folclore", é porque o melhor da política se perdeu."