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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fraco jornalismo?

«Partidos e candidatos em Portugal têm multiplicado o uso de sites, mas apenas, até à data, como plataformas declarativas e não interactivas.»

no DN

Quem acompanha o site e o blog do MEP sabe que isto não é verdade. O pior é esta desinformação permanente promovida por alguns órgãos de comunicação social. Os media são muito responsáveis pela qualidade da nossa democracia, pela qualidade da nossa sociedade. E nem sempre dão o contributo que se espera: apenas equidistância, isenção, rigor.

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sábado, 13 de junho de 2009

Ecos de Campanha...

Estive activa nesta campanha eleitoral. Participei, distribuí informação sobre o MEP, falei com as pessoas. Nunca tinha feito nada assim até hoje, aos 35 anos, um emprego exigente e 3 filhos. Mas achei extremamente útil. Aprendi muito.

Sem a presunção de ter construído uma visão científica sólida, não tendo o rigor de estudo sociológico, uma amostra representativa, calibrada e extrapolável, fiquei com uma certeza, do contacto com as pessoas na rua, de várias idades, níveis sociais e em vários pontos do país: falta alma ao país. As pessoas não acreditam na sua nação, no seu presente, e parece-me que também no seu futuro.

É mais do que não acreditar na política, o que já de si é um problema porque a nossa vida enquanto povo, quer se “sinta” quer não, assenta numa construção política, com características específicas, que, pese os seus defeitos, permite, em teoria, que sejamos nós a re-definir o rumo que nos queremos dar. É um estar desligado do país, enquanto conjunto identitário, enquanto força comum. Não se pertence. Cada um olha por si, basicamente porque não confia “neles”, que são “quem acha que está a mandar”. Por esta altura do 10 de Junho, em que se exaltam sentimentos patrióticos, eu que chego deste “banho” de desinteresse, sinto a dissonância perturbadora.

*** 

Já em “mini ferias”, mais distante, leio jornais e revistas, falo com amigos de outros partidos e é um sem fim de análises sobre os resultados eleitorais e o que se antevê para os próximos escrutínios, estratégias sobre o que devem ser os comportamentos dos líderes e quais linhas de comunicação para os próximos tempos. Tudo válido e importante, é certo.

Na mesa ao meu lado estão os meus filhos e sobrinhos a jogar jogos de estratégia: “se eu jogar esta peça, tu jogas aquela e eu perco…o melhor é antes jogar para este lado porque assim não ganhas tu…”. Soa-me muito familiar…é a jogada do “voto útil” (acho que vou patentear esta designação...).

Eu também adoro jogar jogos. Aliás, assim que acabar de escrever este texto, vou ter com os miúdos. Mas espero ter a lucidez de distinguir o que me move num jogo de tabuleiro, do que me move quando participo na vida do meu país. Acredito que, para poder acreditar em Portugal, temos que criar uma descontinuidade. Não perpetuar uma lógica mental e uma suposta alternância de poder que está presa a um mesmo jogo de tabuleiro.


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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Lei do Financiamento dos (outros) Partidos

"A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, anunciou hoje que o seu partido está disponível para ajustar a lei do financiamento dos partidos, se houver a interpretação de que as recentes alterações têm efeitos perversos. (...) afirmou estar consciente de que a alteração da lei "é algo que tem estado a criar alguma polémica, especialmente porque também se tem estado a dar uma interpretação um pouco diversa daquela que realmente se verifica”. Questionada se apoia a lei que foi aprovada por unanimidade no Parlamento, respondeu: "Foi aprovada pelos partidos por uma ideia de consenso nestas matérias, mas não é nada que nos diga respeito porque nós não temos esse tipo de receita".



Tive que ler duas vezes. Para ter a certeza de que percebi bem.
Mas esta lei não foi votada à meia dúzia de dias? E votaram distraídos? Se calhar não tinham percebido bem?
O que é que quer dizer "se houver interpretação de que as recentes alterações têm efeitos perversos?" Quem interpreta? Qual o critério para aferir? E só ex-post? 
E só agora é que o maior partido da oposição avalia as consequências da lei que aprovou? Se não é  relevante para o PSD pode votar-se "de cruz"?

Voltei aos meus tempos de miúda...'bora fazer reset?!

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Leituras

«É absolutamente inadmissível a legislação hoje aprovada na Assembleia da República com o apoio de todos os partidos. Anos e anos de esforços para evitar que "dinheiro vivo" entrasse na contabilidade partidária, são deitados fora com toda a displicência, com um recuo enorme na transparência das contas partidárias. E não adianta andar a falar do enriquecimento ilícito porque hoje permite-se muito do que está por detrás da corrupção entre os "interesses", a administração local e central e os partidos políticos. E o Bloco de Esquerda, que está sempre indignado com o "descaramento" dos outros, e a falar contra o "centrão" corrupto e corruptor, votou também a mesma lei».

Pacheco Pereira no Abrupto

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Nada contra o Estado

Comemorou-se recentemente o 25 de Abril como o dia da liberdade, momento em que Portugal se livrou de uma ditadura e abriu portas a uma democracia liberal, embora, na verdade, apenas com o 25 de Novembro de 1975 tal tivesse ficado efectivamente assegurado, colocando-se uma primeira pedra sobre uma deriva totalitária de sinal contrário ao antigo regime. Muitos dos seus defensores continuam hoje na ribalta política, depois de uma mudança de “sexo” ou simplesmente travestidos de democratas.

Para muitos dos “donos” do 25 de Abril, que então tomaram as cadeiras do poder e delas fizeram sofás para a vida, a democracia e a liberdade são apenas boas quando produzem os resultados que desejam. Assim, com as devidas distâncias, um pouco ao jeito de Hugo Chavez, esse grande democrata que, tendo perdido um referendo que lhe permitiria perpetuar-se no poder, “reconheceu” a derrota apelidando o resultado de, e peço desculpa pela citação, uma vitória “de mierda”.

Talvez do mesmo tivessem tido medo os nossos políticos quando nos rejeitaram a possibilidade de votar em referendo o Tratado de Lisboa. São os mesmos que agora apelam ao voto nas eleições europeias, confiantes de que delas não sairá nenhuma vitória menos asseada.

Se os méritos de Abril ou Novembro são inquestionáveis, nem tudo o que é bom se fica a dever-lhes, nem tudo o que era muito mau acabou. 35 anos depois, grande parte da população não se entusiasma com a celebração, nem acredita muito nela. Não culpemos as pessoas. Há razões para isso acontecer, que não isentam ninguém, muito menos a classe política.

Numa sondagem recente ficámos a saber que 77% dos portugueses concorda que são cada vez mais aqueles que não se revêem nos partidos políticos, que não acreditam na política partidária. Para 72,4% a política partidária move-se por interesses próprios, em vez do bem comum, do país. 78,1% concorda que são necessárias candidaturas independentes ao parlamento. Quanto aos direitos e liberdades menos respeitados, 23,1% dos inquiridos referem a Saúde, 22,3% a Justiça e 15% a Educação – porque será?

Além disto é preciso olhar com atenção para os seguintes resultados: 39,6% defendem o reforço dos poderes do Presidente da República, sendo que 81% consideram que deveria nomear para os altos cargos públicos, 73,3% que deveria nomear para as entidades reguladoras, 66,3% que deveria intervir na definição de políticas económicas e 71,3% na definição da política externa, 76,5% que deveria ter uma maior intervenção nas questões de defesa e segurança, 70% que o direito de veto deveria ser reforçado e 80,8% que deveria ter um papel mais importante no combate à corrupção! Mais uma vez, porque será?

Num país em que o Estado se agigantou logo na Assembleia Constituinte, e que consome hoje mais de 50% da riqueza produzida – e este valor é real, não provém de nenhuma sondagem -, a imbecilidade galopante retira do baú a varinha mágica da nacionalização do “aparelho produtivo” (economia) e do paternalismo estatal sobre as liberdades (e deveres) fundamentais. E está aí um dos maiores problemas: apesar da consciência de que o “monstro” falhou, a crise veio acentuar os “brandos costumes” e acelerar esta tendência para, sempre à espera de D. Sebastião, se trocar facilmente a liberdade e a responsabilidade pela falsa e reiterada promessa de pão fácil.

Muito ao arrepio do que diz a sondagem e o bom senso, os novos arautos da estatização das nossas vidas, saudosos do PREC, consideram que o Homem falha no uso da liberdade, mas não falhará aos comandos do Estado e dos seus tentáculos.

A grande questão, pós Abril, está em saber que Estado proporcionará o melhor do Homem numa sociedade verdadeiramente livre, se aquele que requer mais individualismo (não é o mesmo que egoísmo), que responsabilize cada um de nós pelo nosso futuro, individual e colectivo, ou se aquele que centraliza numa elite, em nome de uma maioria ausente, e da desconfiança, uma inexorável mediocridade.

Num Estado que, apesar do enorme dispêndio de recursos, falha logo nos seus atributos básicos (Segurança e Justiça), não pode deixar de ser uma suprema ironia a reinvenção da máxima de Salazar: “tudo pelo Estado, nada contra o Estado”.

Ângelo Ferreira

Publicado no jornal Diáro de Aveiro de 28/04/2009


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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Agência de comunicação MEP


Há algo de familiar no novo site do PSD...

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sob os telhados da “velha amizade”

Soubemos nos últimos dias da forma amiga como a Câmara Municipal de Lisboa trata alguns dos seus munícipes oferecendo-lhes um tecto por renda simbólica. Serão as outras câmaras do país assim tão simpáticas? Espero, sem sombra de certeza, que não.
Estaremos eventualmente perante uma outra dimensão de habitação social, muito peculiar, resultante da bondade humana de parte da nossa classe política.
O apoio solidário, através do estado, aos mais necessitados é muito importante para ser confundido com os expedientes referidos. A assistência às pessoas (famílias) mais carenciadas, nomeadamente com alojamento condigno, deve ser vista como base para uma vida saudável, criando condições basilares para uma autonomização e para uma fuga à pobreza.
O caso das casas de Lisboa, atribuídas a políticos, jornalistas, gente das artes e outros profissionais de elevado gabarito é ilustrativo de um paradigma de actuação de parte da nossa classe política. Este mecenato político de critério nebuloso revela-nos a sórdida promiscuidade de alguns gestores dos recursos públicos, que são de todos, com aqueles que, vestindo o suposto manto da independência, os vão promovendo publicamente e, assim, ajudando-os a manterem-se no poder.
Incrível é observar uma multidão de gente “inteligente” defendendo, mais ou menos timidamente, é certo, que o caso não é motivo para tanto alarido e que os problemas do país não passam por aí. Há até quem queira fazer passar a ideia de que tudo é perfeitamente normal, porque todos os partidos o fazem, porque sempre foi assim, como a prática de uma asneira a legitimasse.
É verdade que temos muitos e mais complexos problemas. Mas é mais verdade ainda que muito do que está errado na matriz do nosso (sub) desenvolvimento decorre deste modelo de actuação política, em que o estado é abusado por aqueles que elegemos para servir. A dimensão do orçamento público resulta, dizem-nos, da necessidade de promover justiça social, igualdade de oportunidades, coesão. Mas depois, bem vemos como se actua, sorvendo recursos, tantas em vezes em benefício dos partidos e dos políticos, das empresas que os financiam, dos amigos, de familiares. Entretanto, aqueles que verdadeiramente precisam de apoio não o têm. E isto é que é trágico.
O sinal que o estado passa, o estímulo, é para que encostemos a cabeça no seu ombro “amigo”, e adormeçamos sem o questionar. Essa amizade tem um preço alto, que passa pelo silêncio, pela subserviência, pela dependência. O estado instrumentalizado que temos não gosta de críticas, de perguntas incómodas, de discordância.
Se olharmos à recém criada lista de credores do estado, percebemos facilmente o clima de medo que está criado. Apenas três entidades tiveram coragem de ali colocar o seu nome. Todas as outras instituições ou empresas, a quem o estado, no conjunto, deve muitos milhões de euros, pagando tarde e a más horas, preferiram remeter-se ao prudente silêncio. O seu grau de interferência na sociedade, na vida das pessoas, na economia é de tal ordem que nos conduz a uma fatal dependência, a uma deteriorante incapacidade e a um medo castrador da nossa liberdade, dos nossos direitos (e deveres).
Quem tiver a ousadia de questionar quem reina põe-se a jeito como alvo a abater. Quem souber meter o pé seguro nesse caminho de servidão talvez se veja recompensado pelo “mecenato político”.
Todos já teremos ouvido dizer, a propósito de cumplicidades convenientes, que «uma mão lava a outra e as duas lavam a cara». O problema é quando o espelho continua a mostrar a cara suja.
O futuro exige-nos que lutemos por um estado forte, pessoa de bem, capaz de garantir as suas funções primordiais e o apoio solidário aos que realmente precisam.
Melhor é possível, é necessário e é urgente!
Ângelo Ferreira
Publicado no jornal Diário de Aveiro de 14/10/2008

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quinta-feira, 31 de julho de 2008

MEP apresenta o seu Programa

No momento em que é reconhecido como Partido Político, o MEP apresenta publicamente o seu Programa que será aprovado no Iº Congresso. A presente versão, ainda provisória, resulta de um processo de debate interno, muito participado, ao longo dos últimos seis meses. A partir de sessões plenárias, de grupos de trabalho e de contributos individuais, e tendo como ponto de partida o Manifesto “Razões de Esperança”, foi possível elaborar um texto programático global que propõe uma visão estratégica para Portugal.

No site do MEP.
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sábado, 31 de maio de 2008

Eleições no PSD

[Em actualização...]

Manuela Ferreira Leite - 37,67%
Pedro Passos Coelho - 31,07%
Pedro Santana Lopes - 29,82%
Patinha Antão - 0,67%

Daqui.
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