terça-feira, 8 de abril de 2008

Fotografar culturas



O desafio é feito pela Comissão Europeia e integra-se nas iniciativas para assinalar o Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
Basta uma máquina fotográfica e um passeio na nossa rua para coleccionar imagens de uma Europa cada vez mais misturada de culturas e experiências.
E ainda há prémios bem simpáticos para as 3 melhores fotografias escolhidas pelo júri e para a mais votada pelos visitantes do site.
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Um pouco de música



New soul de Yael Naim
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sábado, 5 de abril de 2008

Portugal é alma de gente que sente

Portugal é alma de gente que sente
(Contributo de uma apoiante do MEP)

Portugal é descoberta
Força, coragem, visão
É criança que desperta
Pelos mares do coração

Habita a memória presente
Pelo sonho da nação
E traz ao mundo a semente
Do que é a criação

Povo que, entregue à Fé
Se descobre a sonhar
É povo que vive o que é
Na força do acreditar.


Março 08

Rosário Sanches Baena
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

“O sonho continua”

“O sonho continua”
Entrevista a Rui Marques a propósito do 40º aniversário da morte de Martin Luther King


Há 40 anos Martin Luther King era assassinado, deixando no entanto, um sonho que se tornou eterno. Um sonho de um mundo perfeito, onde existe um entendimento entre raças, culturas e etnias. Desde há 40 anos será que este sonho ganhou contornos de realidade?

RM: Muito se andou, desde então, para concretizar a utopia. O Mundo está muito diferente - para melhor – mas longe ainda da perfeição. E, enquanto utopia e sonho, a herança de Luther King continua a ser uma inspiração para quem acredita num mundo mais justo e mais solidário.

O sonho de Luther King será apenas uma utopia, ou será algo que poderá ser alcançado?

RM: Como qualquer utopia, pode ir sendo alcançada, mas nunca realizada. Há que valorizar as pequenas conquistas que se consolidam, os pequenos passos que fazem o caminho.

Em Portugal existe esse sonho?

É evidente que sim. Creio mesmo que, pelo menos em potência, existe no coração de cada Homem.

Portugal vive presentemente um cenário crescente de misturas culturais. Depois das culturas africanas que criaram raízes em Portugal, seguem-se agora os imigrantes de Leste. As minorias continuam a enfrentar barreiras na sociedade? Quais são as principais barreiras?

No essencial, as barreiras decorrem dos desafios de integração e de plena cidadania, quer por bloqueios da sociedade de acolhimento, quer por dificuldades dos imigrantes e minorias étnicas. A promoção da igualdade entre todos os cidadãos – portugueses ou estrangeiros - prevista constitucionalmente tem ainda imperfeições no acesso ao trabalho, à saúde, à educação, à protecção social e ao exercício de direitos cívicos. Mas também é verdade que essas imperfeições, na igualdade efectiva de direitos, existem também dentro da “maioria” e não só em relação às minorias. Há, por isso, que fazer este combate pela igualdade de direitos e de deveres, de oportunidades e de lugar para todos e cada um. Por outro lado, a gestão deste princípio de igualdade e integração deve respeitar a diversidade étnico-cultural, por forma a não obrigar a uma assimilação e “normalização”. Pelo contrário, fomentar o diálogo entre perspectivas diferentes é uma vocação de uma sociedade multicultural e multi-étnica. Assim, promover a integração, respeitando a diversidade é um desafio complexo, mas irrecusável numa sociedade de matriz humanista.

Será que Portugal está a saber lidar com o facto de se ter tornado em tão pouco tempo um país "importador" de estrangeiros, quando durante muitos anos viu tantos portugueses passarem fronteiras em busca de um sonho?

Como qualquer outra comunidade, precisa de um tempo de aprendizagem e de adaptação. Tem, no entanto, a vantagem – e a exigência ética – de poder transferir a sua experiência de emigração, nomeadamente das suas reivindicações e anseios nos países de destino, para as regras que agora deve administrar como país de acolhimento de imigrantes.

O que pode mudar algumas mentes?

A consciência de que, apesar das diferenças, somos todos iguais.

O racismo continua a ser um problema que afecta várias culturas existentes no país. Porquê o ódio por outra raça ou cultura?

Acima de tudo, por causa do medo e da ignorância. São estes os motores da agressividade. Há, por isso, que os dissipar promovendo pontes de diálogo e construção de afectos.

A lei trabalha para evitar que estes casos se sucedam. E em termos humanos, o que há a mudar?

Bastaria que cada um de nós se conseguisse colocar no lugar do “outro”, procurando sentir o que o “outro” sente e o que deseja, para que todo o acolhimento ao “outro” melhorasse.

Que comparações é possível fazer entre os EUA de 1968 e Portugal de 2008 nestas questões?

O Mundo mudou tanto, que quase nenhumas,.... a não ser a permanência de uma sociedade que está longe de ser perfeita e o desafio permanente a cada um de nós para que a torne mais justa e mais humana.

Luther King foi determinante para um repensar da sociedade norte-americana. Mas nos EUA sucedem-se os casos de racismo. Será esta uma luta sem fim?

É uma luta muito mais próxima do fim, depois de Luther King e dos que, como ele, acreditam que o mundo pode ser melhor.

Quando estará cumprido o sonho?

Como o Homem nunca será perfeito e as sociedades que constrói permanecerão com marcas de injustiça, provavelmente os objectivos nunca serão plenamente cumpridos. Mas podem ir sendo cumpridos...

É necessário um Martin Luther King em Portugal, para que algumas consciências sejam despertadas?

A voz dos Profetas –como Luther King ou Gandhi – continuará a ecoar na história da humanidade, despertando e mobilizando razões e corações para a justiça. Mais do que esperar um Profeta, compete-nos a cada um de nós, ir sendo, nos pequenos-grandes gestos da vida quotidiana, um despertador de consciências... desde logo, da nossa.

E, inspirado em Luther King, qual é o sonho do MEP?

Um mundo em que amemos tanto o “outro” quanto o “eu” e em que não haja “eles”: só “nós”.
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Robert Kennedy sobre a morte de King


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Galeria Martin Luther King



(Fonte: Time.com)
Veja também:

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Martin Luther King, 1ª parte do último discurso



A primeira parte do último discurso de Martin Luther King, um dia antes de ser abatido a tiro. Faz hoje 40 anos que este bom homem foi assassinado. Atrás dele deixou um percurso de conquista de direitos para os negros americanos. No fundo, uma conquista para todos os homens de bem.


A inspiração que brota das suas palavras constitui motivo de Esperança num mundo sempre melhor. E a Esperança é o sonho de uma caminhada até ao topo da montanha. Cá de baixo, quando olhamos o seu pico, acima das núvens, sabemos que o caminho é difícil, sabemos que há escarpas íngremes, rochas mais lodosas, obstáculos, mas não desistimos.

King disse neste discurso premonitório que já tinha estado no topo da montanha, e que já nada temia.

Qualquer um de nós, quando é capaz de um gesto de bondade, pode chegar ao topo da montanha.

Se no caminho das nossas vidas procurarmos satisfazer os nossos interesses, de forma digna, dando a mão aos que caminham connosco, chegaremos ao topo da montanha. E de lá, veremos quão maravilhosa é a paisagem.

Então, seremos livres, e poderemos gritar "We are free at last!"


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Martin Luther King, 2ª parte do último discurso



Aqui fica a segunda parte do último discurso de Martin Luther King - a não perder!
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O sonho que não era dele

"O presidente da Câmara voltou-se para a delegação de negros e perguntou: "Quem é o porta-voz?"
Não tinham combinado nada, mas todos os olhos se voltaram para Martin. O autarca disse: "Muito bem. Aproxime-se e diga o que tem a dizer".

(...)

Ele tinha escrito um belo texto e começou a lê-lo. "Sinto-me feliz por estar hoje aqui convosco naquela que irá ficar na História da nossa nação como a maior manifestação pela liberdade", começou ele. "Chegou a hora de cumprir as promessas da democracia", leu ainda. Mas depois ergueu os olhos do papel e nunca mais os baixou. "Eu tenho um sonho", começou ele a improvisar. "Um sonho que mergulha profundamente as suas raízes no sonho americano". E entrou em puro transe. Não era ele que discursava. O sonho não era dele. Como um medium que fecha os olhos e fala com vozes do passado, ele fitava a multidão e falava com a voz do futuro."


in "Público", 04.04.2008 (Edição Impressa, P2, pág. 6)
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Mais que um sonho de doce ilusão


Voou pelos ares um aparelho motorizado que não largou mais do que uma discreta nuvem de vapor de água pelos ares.
O primeiro voo tripulado de um aparelho civil movido a hidrogénio realizou-se a 8 de Março de 2008. Que esta data fique na história como o início de uma nova era para a aeronáutica. Esta solução poderá ser meio caminho andado para que consigamos controlar mais eficazmente o uso racional de combustíveis fósseis caminhando no sentido da sua substituição.
Quando estará à venda um automóvel competitivo movido a hidrogénio? Eu gostaria de encomendar.
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Martin Luther King

Assinalam-se hoje os 40 anos do assassinato de Martin Luther King.

Sendo uma das figuras emblemáticas da política da esperança e, por isso, inspirador do MEP e autor da principal citação do nosso manifesto e deste mesmo blogue, não poderíamos deixar passar em branco esta data.

No dia 3 de Abril de 1968, véspera da sua morte, proferiu em Menphis o discurso "I've been to the Mountaintop" do qual vos deixamos um vídeo com o arrepiante final. Um momento incrível que não pode deixar de nos surpreender depois de conhecermos o desfecho da história.


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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Inovação Social

"O desafio que este congresso nos lança é esse: usar a inovação para descobrir as novas ferramentas sociais que funcionam. E por isso é bom quando direita e esquerda se aproximam - sem isso, nunca se falaria de inovação social. Ainda estaríamos a aqui a discutir um congresso que falaria em direitos universais de uma qualquer constituição..."

Martim Avillez Figueiredo, in Geração de 60


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Ainda!

CONCURSO DE MISS ESPERANÇA

"Um dia, conduziram-me a um hospital de savana, no Leste angolano. Havia guerra civil e eu viajava com um dos lados, num camião militar. Enfermeiros pobres e dedicados mostraram-me gente sem uma perna. Não havia sem duas pernas. As minas antipessoal têm doses cirúrgicas: levam uma perna, não mais. Não é por economia, é por eficiência. Sem as duas pernas, a vítima não sai da cubata. Já um perneta passeia-se e lembra o que as minas querem que seja lembrado: há que ter medo! Quando voltei ao camião, reparei que ele levava uma camada de caixas de minas. Nenhum dos lados da guerra civil era inocente. Hoje, em Luanda, há um concurso de Miss Sobrevivente de Minas. O prémio para a vencedora é a mais sofisticada das próteses. Remeto o leitor para a reportagem na pág. 30. Uma das candidatas, perguntada se a vida lhe trouxe algo de bom, respondeu: "Ainda." A palavra é angolana. Resume o não ter mas a certeza de que "ainda" vai ter. Foi esta palavra que ganhou a guerra civil angolana."


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MEP na rádio



Entrevista a Rui Marques, hoje às 19h05, na Rádio Europa Lisboa.
Mais uma excelente oportunidade para conhecer o Movimento Esperança Portugal.

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Vasculhando nas ostras


Nem sempre é fácil passar pelos blogues e encontrar razões de esperança. Muitas vezes servem (e bem) como válvulas de escape contra as indignações globais e individuais que são caras à vida de cada um. Mas a espaços surgem também motivos de esperança, reflexões ponderadas que definem o que é a inteligência, declarações e provas de amor. Com tantos apontadores noticiosos, tantos agregados especializados que catam as notícias sobre desporto, sobre gadgets, sobre a celebridade do momento, encontrar algo mais não é tarefa facilitada e, contudo, quantas vezes não é "aquele" texto encontrado por acaso e a despropósito do "tema" normal daquele blogue que fica connosco pela cintilância particular das palavras?

Far-se-á por aqui um exercício dicotómico. Por um lado, destacar o que nos tocou que encontrámos algures, por outro, devolver a alguns dos tantos textos de ressentimento ou de desânimo e descrença exemplos mais ou menos provocatórios de esperança.
Ter esperança não é ficar à espera, em certa medida é exactamente o oposto, é estar motivado para tentar a mudança, olhando para a vida que nos foge com a certeza de que enquanto cá estamos melhor é possível.

Comecemos com um exemplo sobre a amizade que se encontra n'"O Padrinho" de Pedro Rolo Duarte. Participam, além do autor, João Gobern, no papel de Padrinho e António Maria no papel de afilhado.
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Solidariedade intergeracional

«Today’s world has the largest number of youths ever, with almost half its population under 25 years of age. At the same time, by the year 2050, the number of people 60 and older will triple, to nearly 1.9 billion. To prepare for the future, we must promote solidarity between generations today»
Kofi Annan in Mensagem no Dia Internacional da Juventude (12 Agosto 2004)

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terça-feira, 1 de abril de 2008

Sessão pública em Lisboa


Data: 2 Abril 2008 (quarta-feira)
Horário: 21.00 h
Local: Padrão dos Descobrimentos
Programa: Apresentação seguida de debate.

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Solidariedade

Escola de surf Onda Pura recolhe alimentos para a Obra do Frei Gil (ler no SOL)
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Janela aberta

A POLÍTICA DO VESTUÁRIO, Adriano Moreira no DN
VOLTE SEMPRE, SENHOR PRESIDENTE! , Mário Soares no DN
UM PASSO LONGE DEMAIS, João Miguel Tavares no DN
NÃO, NÃO É PARA RIR, Ferreira Fernandes no DN
"Terror na escola", 182.ª sequela, Sérgio de Andrade no JN
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Citações

«You make a living by what you get, but you make a life by what you give.»

Winston Churchill
«Não é necessário ter um diploma universitário para servir a causa pública. Não é preciso fazer com que o sujeito concorde com o predicado para servir a causa pública. Não é necessário saber quem foi Platão ou Aristóteles para servir a causa pública. Não é preciso conhecer a teoria da relatividade de Einstein para servir a causa pública. É apenas necessário possuir um coração bom. Uma alma alimentada pelo amor. E nesse caso tu podes ser essa pessoa que serve a causa pública.»
Martin Luther King
citado por Caroline Kennedy na Introdução
de John F. Kennedy - Retratos de Coragem (Esfera do Caos)

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