segunda-feira, 31 de março de 2008

domingo, 30 de março de 2008

Sessão pública de apresentação em Lisboa


Data: 2 Abril 2008 (quarta-feira)
Horário: 21.00 h
Local: Padrão dos Descobrimentos
Programa: Apresentação seguida de debate.

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sábado, 29 de março de 2008

Viver a Esperança hoje

Como um belo poema pode dizer tanto sobre a nossa vida e as opções que temos entre mãos. Não desistir, viver! Aqui fica esta partilha:

Álvaro de Campos (poema sem título)

Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insónia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incómoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado - esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido-
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso- e foi afinal o melhor de mim- é que nem os deuses fazem viver...

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sem em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro -
Se tudo isso tivesse sido assim, Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísica nenhum.
Pode ser que para putro mundo eu possa levar o que sonhei.
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci do sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo,
para todos os universos.
Nessa noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível pra mim.

in
Pessoa
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sexta-feira, 28 de março de 2008

Um sopro de luz


Uma leve brisa que passe entre o mecanismo desta peça inspirada pelo "design budista" e construida à base de materiais reciclados, inventada pelo britânico Tom Lawton, produz energia suficiente para fornecer iluminação pública de presença.
Um engenho auto-suficiente e durável onde a iluminação recorre à tecnologia LED.
Um exemplo inspirador encontrado no Obvious.
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Derek Redmond - Barcelona 92

Via A Causa foi Modificada


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quinta-feira, 27 de março de 2008

Citações

«Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados.»
Edmund Burke in Citador
«If you are neutral in a situation of injustice, you have chosen the side of the oppressor.»

Arcebispo Desmond Tutu In Human Development Report 2007/08

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Citações

«Primeiro vieram prender os comunistas, e eu não levantei a minha voz porque não era comunista. Depois vieram prender os sindicalistas e os socialistas, e eu não levantei a minha voz porque não era nem uma coisa nem outra. Depois vieram prender os judeus, e eu não levantei a minha voz porque não era judeu. Depois vieram prender-me e já não restava ninguém para levantar a voz por mim.»

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quarta-feira, 26 de março de 2008

Citações

«Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras»
Padre António Vieira, Sermão da Sexagésima
in Breviarium editado pela Universidade Federal do Pará

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Razões de esperança

Segundo o Times Online, Portugal ocupa o 18º lugar num ranking de estabilidade e prosperidade elaborado, após um ano de investigação em 235 países, pela Agência de Informação Jane's.
O nosso país aparece desta forma imediatamente atrás da Suíça e à frente de países como a Noruega ou o Canadá.
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terça-feira, 25 de março de 2008

Citações

“Like slavery and apartheid, poverty is not natural. It is man-made and it can be overcome and eradicated by the actions of human beings.”

Nelson Mandela in Human Development Report 2007/08

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Citações

“An injustice committed against anyone is a threat to everyone.”
Montesquieu in Human Development Report 2007/08

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segunda-feira, 24 de março de 2008

Makalu é novo desafio de João Garcia


Nesta Primavera, o desafio do alpinista português João Garcia é Makalu, a quinta montanha mais alta do mundo, na fronteira entre o Nepal e a China. Se for bem sucedido, Garcia subirá pela décima vez a um cume com mais de oito mil metros, mais exactamente 8463 metros.
SIC


O alpinista português João Garcia vai liderar uma expedição internacional ao topo do Monte Makalu, que se vai realizar de 25 de Março a 6 de Junho, no âmbito do projecto "À conquista dos picos do mundo".

Na escalada ao Makalu, João Garcia vai contar com a companhia do alpinista belga Jean-Luc Fohal, do australiano Andrew Lock, do inglês Neil Ward e do mexicano Hector Ponce de Leon.

O Monte Makalu, o quinto mais alto do Mundo, com 8.463 metros de altitude, situa-se na fronteira entre o Nepal e a China, a 22 quilómetros do Evereste, e é considerada uma das montanhas mais difíceis de escalar, registando-se menos de duzentos alpinistas que conseguiram chegar ao topo.

A expedição intitulada "Portuguese International Makalu Spring 2008" vai ser alvo de um estudo de investigação no domínio da nutrição e dietética, com o objectivo de identificar condicionantes e comportamentos alimentares dos alpinistas ao longo da escalada.

O estudo é promovido pela Unidade Curricular de Investigação Aplicada em Dietética da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.

Fonte: Sic
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quinta-feira, 20 de março de 2008

Passo a passo

As primeiras reuniões dos grupos dos trabalho são passos importantes. Para organizar ideias, para nos sintonizarmos, para medirmos o tanto que não sabemos, para nos contagiarmos com o entusiasmo desta oportunidade de aprender e para ensaiarmos a melhor forma de levar por diante a nossa tarefa matricial. Acho que ficou claro para todos nós que precisamos da ajuda de especialistas para identificar os textos de referência incontornáveis para as 12 áreas a cruzar com os nossos pilares. O volume da informação relevante transborda em muito a nossa capacidade de assimilação dentro do tempo de que dispomos, pelo que é fundamental distribuir leituras a partir do essencial.

Acho que foi particularmente importante a tomada de consciência da permeabilidade que sempre existe entre objectivos, estratégias e acções consoante o lugar - do micro ao macro - em que nos posicionamos. A importância desta constatação prende-se com a necessidade de salvaguardar a coerência e a consistência das políticas a desenvolver. Parece existir algures um paradoxo recorrente na acção governativa portuguesa. Por um lado, quando analisamos os programas dos sucessivos governos, identificamos alguma consistência numa série de objectivos que permanecem prioritários, independentemente do partido no poder. Mas esta consistência ao nível macro corresponde à identificação dos problemas e à sua permanência... É no plano intermédio, ou seja, ao nível da acção dos organismos do Estado, que a mudança impera, traduzindo-se num eterno recomeço que compromete a resolução dos problemas. Não me parece possível ultrapassar este impasse sem responsabilizar estes organismos pelo conhecimento e avaliação do terreno, dar-lhes voz na análise dos problemas e utilizá-los como intermediários/mediadores no diálogo entre governantes e cidadãos. Uma espécie de pontes de acesso a outras pontes... Muitas vezes quem assume a governação não faz a menor ideia de como se faz o que é preciso fazer. E provavelmente não devia sequer preocupar-se com isso. Devia aproveitar esse recuo, a chamada cabeça fria, para estabelecer prioridades e tomar decisões. E creio que este é o grande desafio que se nos apresenta: saber identificar o que é mais urgente, evitando enunciados generalistas, mas sem caír em especificidades que correspondam a outros patamares de acção e decisão. Fazê-lo seria violar a afirmação da subsidiariedade, ou seja, de uma governação que se organiza de baixo para cima, co-responsabilizando Estado e sociedade civil na construção do bem comum. Daí também a importância de ouvirmos especialistas com anterior experiência governativa, de preferência em instâncias intermédias, pedindo-lhes que partilhem connosco essa experiência: as dificuldades e oportunidades que encontraram, os impactos positivos e negativos dos erros que cometeram e das acções que conseguiram desenvolver, as batalhas inglórias e as bem sucedidas.....

E assim avançaremos, passo a passo....

Maria de Assis Swinnerton

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quarta-feira, 19 de março de 2008

MEP nos Media

A entrada do MEP na cena política não deixou os portugueses indiferentes.

Deixamos aqui um panorama do que foi dito e escrito nas primeiras semanas da sua apresentação pública.




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domingo, 16 de março de 2008

Construindo a Matriz

Nestes primeiros dias de vida pública do MEP muitos leitores e leitoras têm respondido ao nosso desafio para colaborarem na construção da Matriz MEP. Para além da oportunidade e utilidade desses contributos interessados, que revelam uma fundada esperança nas capacidades dos portugueses, sentimos um enorme privilégio, mas também uma grande responsabilidade, por assistirmos e sermos protagonistas nesta aproximação dos cidadãos à democracia. Sentimos que já estamos efectivamente a pôr em prática o quinto eixo do MEP - Uma democracia mais próxima dos cidadãos.

É muito importante perceber que as pessoas se identificam com a proposta de participação conjunta lançada pelo MEP e que contribuem com sugestões concretas sobre as áreas que melhor conhecem e onde sentem que com o esforço de todos Melhor é Possível!
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quinta-feira, 13 de março de 2008

Também eu tenho Esperança

Enviado pela nossa leitora Helena Azeredo:

"Espero que as pessoas que gerem o destino das nações sejam pessoas de bem, timoneiros de princípios firmes, capazes de se manter verticais perante as marés mais turbulentas, sem se deixar vergar pelas ondas do poder e da ganância, sabendo abrir as escotilhas a quem rema no porão para que vejam o rumo que seguem e sintam que é o contributo de cada um e de todos juntos que levará o barco a bom porto.

E também eu acredito que deve ser cada um de nós a dar o passo em frente, o primeiro, aquele que é de facto arriscado... todos os que se seguem serão progressivamente mais seguros! Sem ficar à espera que um qualquer D. Sebastião surja das brumas para apresentar a obra acabada que há muito poderíamos estar a construir. É esse o sentimento que nos pode levar a assumir uma missão, por acreditarmos que podemos influenciar e mudar atitudes e comportamentos sem estar condicionados por pressões ou interesses estranhos aos objectivos que nos movem.

Tenho pois muita Esperança neste Movimento feito de pessoas que venham demonstrar que se é político para servir e não para se servir; de gente que não tenha medo ou vergonha de assumir e defender os valores em que acredita; de crentes na capacidade de os Homens reflectirem em conjunto sobre as melhores opções para o bem da própria Humanidade.

Temo no entanto pelo descrédito profundo e generalizado na classe política e pela passividade de tanta gente pessimista, derrotista mesmo, acomodada à sua condição e sem se incomodar também com os males dos outros, cúmplice - no seu silêncio - das grandes injustiças e pondo todas as culpas no "sistema" sem se dar conta que também faz parte dele e que pode e deve contribuir para o melhorar. É preciso que esta maneira de pensar não seja mais forte do que esta nova força e que o MEP seja capaz de fazer sentir a necessidade, a URGÊNCIA de as pessoas mudarem de atitude e olharem para mais além do que o próprio umbigo.

Temo também que vos (nos) tomem por um grupo de idealistas utópicos que julga ter descoberto a fórmula mágica para governar o mundo e cujo ânimo esmorecerá à medida que as dificuldades se interponham no vosso (nosso) caminho.

Não estou com isto a querer transmitir pessimismo, apenas a fazer um pouco de "advogada do diabo" para que o Movimento parta para voos mais altos com os pés bem assentes no chão.

Devo ainda dizer que o nome escolhido não me parece forte, no sentido de não ser dinâmico - esperar não é agir, esperar é depender de factores externos. O que até pode ser uma atitude positiva se formos buscar à sabedoria popular a expressão "quem espera sempre alcança" e não a outra que, ao contrário, diz que "quem espera desespera".
De qualquer modo, espero eu, é um sinal de longevidade, pois "a esperança é a última a morrer"!

Parabéns a todos pela coragem e contem com o meu apoio."
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