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quinta-feira, 13 de março de 2008
EXEMPLOS
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O MEP em crescimento

Ontem à noite, em Braga, mais uma sessão de esclarecimento para potenciais membros do Movimento Esperança Portugal. Sala cheia para trocar impressões com Rui Marques, um verdadeiro sucesso, a abrir caminhos de muita esperança!
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quarta-feira, 12 de março de 2008
EXEMPLOS
Veja este vídeo da campanha da NAPCAN* (Austrália) sobre os hábitos que, tantas vezes sem querer, sem pensar, vamos passando aos mais pequenos.
*Established in 1987, the National Association for Prevention of Child Abuse and Neglect is Australia 's leading agency in the prevention of child abuse and neglect. It strives to inspire all Australians to take responsibility for children's wellbeing to achieve a vision that every Australian community is child friendly.
NAPCAN's mission is to prevent the abuse and neglect of children by inspiring all Australians to take responsibility for children's wellbeing.
For 21 years NAPCAN has advocated a focus on the prevention of child abuse and neglect - before it reaches the crisis stage that requires statutory intervention. Evidence shows that child friendly communities reduce and prevent the incidence of child abuse and neglect. NAPCAN passionately believes that by inspiring all Australians to take responsibility for children's wellbeing we can envisage a country where every Australian community is child friendly and every child is safe.
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Quem são os políticos?
Enviado pela nossa leitora Margarida Reduto:
"Quem são os políticos?
Se alguém se deu ao trabalho de alguma vez consultar o curriculum dos nossos políticos, perguntar-se-ía certamente como é possível, que alguém que nunca teve um emprego normal - os chamados das 9 às 5 -, que nunca teve as dificuldades de uma pessoal normal, tenha a capacidade de gerir e sentir as tristezas e alegrias de uma pessoa normal?
Porque quem se levanta de manhã, enfrenta o trânsito e os transportes públicos, conta os tostões para almoçar o mais barato possível, chega a casa cansado, tem coisas para fazer (daquelas que as pessoas normais fazem: engomar, fazer comida, tratar dos miúdos...) e deita-se para o lado sem ter muito bem a certeza se o amanhã será melhor. ESTES, não têm tempo, nem cabeça para pensar, para querer melhor, sem que o melhor seja o seu imediato, o amanhã, mas mesmo o amanhã, as próximas 24h, a próxima fila de trânsito, o próximo almoço.
Depois às vezes ESTES têm tempo para ver notícias. E ouvir um qualquer político falar de políticas de emprego, sem nunca ter estado desempregado, falar de saúde sem nunca ter estado na fila de espera das urgências de um qualquer hospital público, falar de economia sem saber o que é não ter a certeza se dá mesmo para pagar as contas ou almoçar no dia seguinte, e falar de tantas outras coisas que ESTES não querem saber e às vezes nem têm bem a certeza de que sabem o que é.
Depois do desabafo, a sugestão. Se estas são pessoas comuns que resolveram dedicar tempo e energia a este novo projecto, então também já passaram por tudo isto (mais, ou menos) e os seus curriculum não são concerteza a sua formação académica. Já trabalharam? Onde? Quem são, independentemente da sua formação? São pessoas normais? São alguns dESTES?"
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Sinais de Esperança
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Esperança
Enviado pela nossa leitora Diana:
"Passamos a vida a dizer que gostávamos que houvesse mais justiça e mais paz no mundo, mas esquecemo-nos de que também está nas nossas mãos mudar o mundo. Não o mundo inteiro, de uma só vez, mas o nosso mundo interior e o pequeno mundo à nossa volta.
Nada nem ninguém conseguirá mudar o mundo, como um todo, do dia para a noite. Mas o mundo inteiro muda se cada um de nós mudar um bocadinho e é fascinante perceber isto. É incrível ver como certas pessoas e certas coisas mudam só porque nós mudámos primeiro. Parece exagero? Não é.
Partindo da questão íntima, do mundo interior, de onde tudo parte e onde tudo é possivel, vale a pena sublinhar que, também em matéria de mudança, cabe a cada um fazer a sua parte e não ficar à espera que os outros façam tudo. Uma atitude demasiado passiva, demasiado céptica ou demasiado crítica em relação aos outros impede quase sempre a verdadeira transformação interior. Onde, insisto, tudo acontece.
Trata-se de levar à letra a ideia de que cada um tem de fazer a sua parte, mas, em primeiro lugar, eu tenho de fazer a minha. Mais do que ficar atento aos outros ou às suas faltas, é essencial virar-me para dentro e perceber o que é que em mim pode ser mudado e convertido num contributo positivo.
Apostar numa atitude construtiva exige tempo, paciência e muita persistência. Obriga a desmontar egoísmos, ideias feitas, faltas de generosidade e outras coisas do género. É um trabalho demorado que se vai construindo com esperança num mundo melhor."
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terça-feira, 11 de março de 2008
Solidariedade
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Minuto de silêncio
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Então vamos lá virar isto do avesso
Como muito bem registou o Rui Cerdeira Branco, o meio foi abundantemente generoso nos apupos a uma proposta concreta de contributo para a política nacional com manifesta intenção de acção, saída de cidadãos improváveis nestas andanças, como não me lembro de ter visto acontecer em Portugal e à qual me orgulho de ter aderido. Mais ainda, completamente insensível ao seu desafio de mobilizar a sociedade e aproximar os cidadãos da democracia, chamando todos os que acreditam que Melhor é Possível a associarem-se e terem o seu papel na construção de uma solução que procure efectivamente resolver os problemas em vez de se perder em (des)acordos entre quem partilha o poder e com isso adia decide o nosso futuro.
Após as epidérmicas e até compreensíveis reacções iniciais, não foram muitos os que se preocuparam, por exemplo, em visitar o site e mesmo os que o fizeram, aparentemente não o leram (mais uma vez ao contrário de alguns milhares de portugueses). Talvez um bom indício das reais preocupações que movem os bloggers portugueses e que aparentemente não passam por informar(-se). Também aqui era possível fazer melhor...
"Centrando-me" então nas reais preocupações que parecem atormentar a comunidade, eu devolvo-lhes a tal questão que não é, por definição, relevante para o MEP:
Em que espectro político colocariam uma proposta de intervenção cívica através da política partidária, feita por 60 (sempre a crescer) cidadãos comuns que se predispuseram a sair do conforto e a dar o seu melhor pela mobilização dos portugueses para a resolução dos problemas de todos, aceitando inclusivamente que essa participação passe por outras opções políticas que não o MEP; ultrapassando as incoerentes divisões esquerda/direita, os desgastados fait-divers a que se entregaram os nossos representantes e promovendo uma cultura de negociação e respeito por pactos de longa duração que promovam a justiça social e a procura do bem comum?Onde colocariam? Na direita liberal ou na arqui-moderna esquerda? E como seria dessa forma possível assumir os princípios com que nos anunciámos?
Sabemos qual é o nosso objectivo e aquilo a que nos propusemos. É tempo de cuidar dessa proposta e de trabalhar as nossas opções de acordo com os princípios que manifestámos. Com o tempo e a serenidade com que foi possível chegar até aqui, chegaremos adiante.
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Mundiais de Atletismo em Pista Coberta
Naide Gomes por Laszlo Balogh/Reuters in Público
Nélson Évora por Ruben Sprich/Reuters (arquivo) in Público(Ler tudo)
Pantufa Negra sobre o MEP
(clicar sobre imagem para ampliar)(Ler tudo)
Estou no MEP por...
... Testemunhar as dificuldades, injustiças e o desânimo que se agravam todos os dias no nosso país.
... Sentir que a realidade pessimista, cinzenta e dorida do tempo que vivemos não é, nem pode ser, uma fatalidade a que nos tenhamos que resignar.
... Conhecer casos de luz onde nos dizem que só há escuridão, que desconcertam as vozes e pensamentos de derrota e desistência.
... Conceber que os políticos devem ser, antes de mais,
(con)cidadãos, e não pessoas especiais ou sobredotadas, pelo que também é meu direito e dever participar e contribuir activamente.
... Acreditar que não é (nunca será) demasiado tarde para pôr em prática uma sociedade mais justa, verdadeira e solidária, criativa e criadora.
... Reconhecer neste Movimento, pessoas que querem dar mais que receber, e procuram mais o serviço que o poder, e o bem de todos que o (falso) conforto próprio.
... Confiar plenamente no Rui Marques, pela honestidade e coragem do seu trabalho, mas principalmente pelo que é como pessoa e como cidadão: humilde, coerente e próximo.
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Há estrada para andar!

Porque reconheço a força e o carisma do Rui Marques e a sua capacidade de liderar para a concretização de sonhos impossíveis mas desejados. Porque a sua integridade e humanidade são inspiradoras e a sua determinação e confiança lhe conferem a competência necessária para o alcançar.
Porque partimos de baixo, da proximidade com a realidade, fazendo-nos valer da nossa cidadania responsável para reclamar a decisão sobre o futuro que queremos deixar às gerações vindouras respeitando a memória e a herança das gerações anteriores. Rejeitando preconceitos e estereótipos que cegam a razão e impedem uma participação empenhada e genuína onde todos devem contribuir com aquilo que têm e podem. Não aceitamos que o lugar onde se decidem as opções conjuntas seja um espaço de desconfiança e divisão onde se perdeu a capacidade de negociar vitórias comuns e de respeitar contratos de longa duração.
Porque ousamos tentar! Aliamos a vontade de transformar, pelas nossas mãos, a nossa própria história à certeza da importância que a política tem para o conseguirmos. Sabendo que ela é apenas o instrumento da nossa convicção, não pode nunca por si só ser boa ou má. Terá a dignidade que lhe conferirmos e a proximidade que lhe impusermos.
Porque acredito no meu país e nos que comigo o definem. Acredito na nossa história e na vocação dos portugueses para fazer coisas incríveis quande se unem em torno de objectivos comuns.
Por isso sinto que chegou a vez de nos unirmos porque "Melhor é Possível!"
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sexta-feira, 7 de março de 2008
Razões para ser MEP
1 – Porque acredito que chegou a hora da mudança, e eu quero estar presente!!!
2- Porque acredito no Rui Marques para liderar esta nova forma de ver e fazer politica!!!
3- Porque acredito na defesa e protecção do bem comum!!!
4- Porque acredito que os jovens tem um papel no futuro, agindo agora no presente!!!
5- Porque acredito que posso dar muito mais ao meu País, sendo uma parte pró-activa na sua mudança e na sua atitude vencedora!!!
6- Porque acredito que Portugal é um País de oportunidades e de desafios, e o nosso desafio é criar mais oportunidades para Portugal!!!
7- Porque acredito em mim e em todos os portugueses, somos um povo empreendedor, sabemos unir-nos por causas e esta é uma causa vencedora!!!
8- Porque acredito numa cultura de pontes, onde todos têm lugar á mesa e onde o diálogo é a corrente que nos une em torno da esperança!!!
9- Porque acredito que o nosso País, o nosso Planeta, as nossas Crianças precisam de um futuro melhor através da adopção de uma politica de desenvolvimento humano sustentável no presente!!!
10- Porque acredito que Melhor é Possível!!!
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Uma onda junto ao chão [modificado]
É muito positivo, só por si, o debate que o lançamento do MEP suscitou. Mas este movimento – o nome não é ingénuo – não ficará por isto, e, na minha opinião, surpreenderá certamente, entre muitas outras coisas, porque:
- nasce de baixo para cima, de pessoas comuns, seriamente empenhadas em melhorar o rumo da nossa sociedade, e não apenas do Estado, esse ente mítico, desresponsabilizante; não apela apenas para os outros, sempre "os responsáveis por isto estar tudo mal", sem saber quem serão esses outros; apela a todas as pessoas para uma maior e mais empenhada participação, no MEP ou noutros partidos, nas organizações da sociedade civil; o MEP apela à auto-responsabilização;
- procura estabelecer um modelo de participação e discussão inovador, sem querer inventar a roda e sem ser ingénuo, obviamente, defende a todo o custo um modelo que envolva as pessoas na sua construção, no debate de ideias, na apresentação de propostas;
- não se revê na velha dicotomia esquerda-direita, porque ela já não responde aos desafios do novo tempo, porque ela tem separado no pior do sentidos, porque ela tem apenas servido, em muitos casos, para arregimentar clubes para uma jogatana pouco credível e uma dança tribal em torno da mesa do orçamento; as ideias não podem ser boas e ser metidas em caixinhas ideológicas, apenas para etiquetar as pessoas e saber quem é por nós ou está contra nós – um costume a acabar;
- não enjeita o debate ideológico, mas não se revê em exclusivismos ideológicos e procura construir um discurso próprio, sem medo e procurando ser genuíno, com uma forte aposta, desde logo, em valores hoje tão esquecidos e amesquinhados, nomeadamente a liberdade e a responsabilidade;
- não está preso a lógicas carreiristas na política e vai procurar continuar assim (ingenuidade?, não, coragem e determinação) - muitas das pessoas que o promovem já foram convidadas para outros partidos e não aceitaram – o que seria muito legítimo, claro - por não se reverem neles e no seu modo geral de funcionamento actualmente; o próprio líder do movimento teria certamente um "tacho" à sua espera, se o quisesse, e não teria de se colocar em frente das baterias de tiro "aos patos", como é referido nalguns blogs (ler aqui, aqui , e há muito mais, apesar de haver também um interesse crescente), de caçadores de entusiasmo, que disparam com maldizer e costumeira agonia; há excessiva tendência para secar tudo em volta, numa desertificação da vida, e nada plantar, o que o MEP vem procurar contrariar – juntem-se a nós! Muitos somos poucos!;
- o centro do MEP não será estático e confortável, mas antes dinâmico e inovador, e trará surpresas, porque não está preso a dogmas de organização da sociedade, respeita a diversidade e as diferenças, sem ser relativista;
- preocupa-se com as pessoas, sabendo que muitos dos seus problemas e desafios se resolvem perto delas, com elas, e não pelo super estado paternalista e centralista (por isso defende o princípio da subsidiariedade*);
Fico por aqui, mas há muito mais e uma força crescente em fazer melhor. Com determinação, melhor será possível!
Ângelo Eduardo Ferreira, membro do MEP
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Ousar o futuro
1. A sensação de vazio à minha volta, sem alternativa à vista num horizonte mais ou menos longínquo. Sempre os mesmos protagonistas já estoirados, o virar-o-bico-ao-prego-conforme-se-está-no-poder-ou-na-oposição, a necessidade de destruir obcessivamente e começar do zero em vez de acrescentar valor àquilo que já existe. O cansaço de continuamente assistir às mesmas peças-à-vez-à-vez.
2. O MEP despertou-me, primeiro a curiosidade, depois a Esperança e finalmente a capacidade para acreditar que Melhor é Possível. Porque o MEP responde, tal qual um puzzle de 7 peças - os seus pilares - a cada uma das minhas inquietações. Cativou-me o seu cariz humanista, o ser mais COM do que CONTRA, a atitude positiva de mais "meio copo cheio do que meio copo vazio", a liberdade para optar pelo politicamente incorrecto se tiver de ser...
3. Finalmente, e apesar de aparecer no fim, a primeira razão é porque acredito no Rui Marques. Na sua humanidade, integridade e verticalidade. Porque é um homem de acção, com obra feita. Visionário. Um líder por excelência. Com uma grande equipa ao lado!
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Porque me juntei ao MEP
1. Por entender a política, como um dever de cidadão preocupado em cuidar da polis (remonto aqui ao pensamento clássico ateniense em que os cidadãos, no espaço público, constituiam instituições que tinham o dever de deliberar e executar directrizes para a cidade). Nesse sentido, cada um de nós tem o dever de, enquanto cidadão consciente, de se tornar político sob pena de não participar nos processos de tomada de decisões que nos dizem respeito. Relembro Platão: a penalização por não nos tornarmos politicos é termos os imbecis a governar-nos.
2. Vivo mal nesta cultura do pessimismo, a ideia de viver o dia-a-dia sem expectativas de futuro, sem os amanhãs que cantam e que nos fazem projectar sonhos. Chocam-me as desgraças que todos os dias nos entram pela casa dentro sem nos dar tempo para pensar que talvez naquele momento um bébé tenha respirado pela 1ª vez rasgando, assim, horizontes. Não estou alheio à realidade, claro. Mas não quero só ficar indignado pelo que de mau acontece numa atitude de passividade. Quero-me comover no sentido de ganhar e fazer ganhar consciência para os problemas e de encontrar soluções para a resolução dos mesmos. Quero que as tormentas se tornem em BOA ESPERANÇA! Os portugueses já acreditaram que era possível...
3. Pela ideia de empatia como resposta apropriada à situação de outra pessoa relacionada à capacidade de compreender a perspectiva psicológica e afectiva do outro. Comungo da afirmação do diálogo como metodologia e das pontes como objectivo; do respeito pelo Outro; da cultura de negociação para vitórias comuns. Porque uma verdadeira construção só pode nascer por aquilo que nos une e nunca pelo que nos separa. E experimento com as cerca de 50 pessoas, que estão a fundar este movimento, a liberdade de pensamentos, opiniões para juntos construirmos uma sociedade mais responsável, mais justa e mais digna! Por um Portugal ainda melhor.
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Três razões para ter aderido ao MEP
1 - Acredito no Rui Marques. Acompanho o seu trabalho há algum tempo e conheço o seu empenho. FAZ COISAS. E FAZ SEM TER DE SE MOSTRAR. Esse é um ponto muito importante que acredito, faz a diferença.
2 - Não gosto de estar sempre a dizer mal, embora saiba que as coisas estão realmente mal. Mas a ideia de constatar as enormes injustiças, ver as desgraças, sentir esta desesperança no ar e não fazer nada, não é para mim. Critico mas quero agir. Não quero ficar sentada. Quero poder dizer às minhas filhas que tentei, fiz o melhor que sabia.
3 - Porque tenho a perfeita convicção de que "está cá tudo": existem meios financeiros e humanos. O que falta é uma enorme dose de BOM SENSO, honestidade e vontade para levar as coisas a bom porto.
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Uma leitura do tempo
Nestes tempos de mudança de paradigma em que estamos a viver, que não podemos abarcar mas tão só pressentir, emerge aquilo a que alguns chamam a "sociedade em rede" ou "era da tecnologia e informação global", cuja enorme complexidade, com variáveis que se alteram velozmente numa turbulência constante, começa a alterar, também, a paisagem política.
Por todo o lado alastra um debate efervescente e muitíssimo interessante, sobre respostas novas que se adequem ao actual cenário ultra móvel, no qual se revela esgotada a dicotomia esquerda/direita que sustenta o modelo em que assentam as sociedades contemporâneas industriais do ocidente.
As politicas modernas são dominadas por duas entidades: o indivíduo abstracto, cujo palco é o mercado e o estado providência, representado pelos governos. Direita e esquerda alinham respectivamente nestes dois pólos, mas ambas falharam. A predominância do mercado mostrou premiar os vencedores mas esqueceu os que perdem, criando bolsas de exclusão social que ameaçam a sua sustentabilidade. Por seu lado, os modelos assentes no estado minaram o tecido social com relações de dependência, que anestesiam as causas dos problemas, sabotando assim a sua resolução a prazo.
No âmbito da ciência política, existe uma nova corrente que defende a recuperação de um terceiro pilar que não exclua os outros dois, mas de alguma forma os tempere e equilibre. O chamado pilar social. Os seus representantes defendem a reinvenção da chamada sociedade civil, que desde o revolucionário século dezanove se foi progressivamente asfixiando, em matizes diferentes conforme a latitude, até quase desaparecer.
Este terceiro sector, o ecossistema sustentado pelas relações de humanidade em que procuramos ancorar a nossa identidade e sentimentos de pertença, parece estar agora de volta de muitas maneiras, como uma tentativa de contrariar a grande solidão pós moderna. A chamada web 2.0, pródiga em plataformas onde se formam comunidades virtuais como o YouTube e tantas outras, é apenas uma das muitas faces visíveis desta mega tendência global.
É frequente as pessoas que a protagonizam reclamarem-se, politicamente, de um centro reinventado. Por toda a Europa surgem ensaios desta nova matriz, mas é nos Estados Unidos que ela se está a afirmar, nas primárias do partido democrata, com uma dinâmica de resultados ainda imprevisíveis.
Espreitar tudo isto, na tal complexidade novíssima em que nos calhou viver, é particularmente estimulante e permite-nos encontrar eixos de inteligibilidade, que de certa forma nos permitem agarrar este tempo.
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