Nos ultimos dias tem-se falado muito de violência. Os cidadãos têm uma expectativa, justa, que a polícia e a justiça sejam capazes de agir para dissuadir a violência e para a reprimir. Consideramos muitas vezes, que o problema da violência é um problema sobre o qual não podemos fazer nada como cidadãos, compete ao governo resolver. Por outro lado existindo nas cidades territórios, guetos, que costumamos associar à criminalidade organizada e à violência, inferimos que se eliminarmos esses guetos eliminamos a causa do mal.
Todas estas observações têm a sua verdade mas enfermam do defeito de ver as coisas à superficie. Tentemos senti-las por dentro.
O desempenho no combate à violência é proporcional à informação que se detêm. Não se pode dissuadir nem reprimir a violência trabalhando às cegas ou duma maneira míope. Os territórios que estão fora da esfera e do espaço público, sejam eles guetos ou condomínios fechados, têm uma cultura de segurança especifíca, ou seja, privada. No caso concreto dos guetos o crime organizado procura através da apropriação dos meios de violência, assegurar as condições para o desenvolvimento do "negócio", o que pressupões a atracção de investimentos e de mão de obra qualificada. A mão de obra das actividades criminosas organizadas é recrutada na área de influência do "negócio" e funciona como sustento de pessoas ou famílias que doutra maneira não conseguem sobreviver. Sobre isto, funciona o efeito de demonstração: a situação de desafogo financeiro e dinheiro fácil conquistada por alguns, serve como exemplo para os outros. O conjunto é servido por uma narrativa "heróica" de exaltação de violência, uma cultura de violência.
No MEP quando falamos numa "mesa com lugar para todos", como elemento fundador da justiça e da procura do bem comum, não ignoramos a existência dessa "outra mesa". A mesa posta pela violência e crime organizados para os excluidos, desesperados e também para o lúmpen. Colocada a nível político "mesa com lugar para todos" é um espaço público, cultural e politico, de diálogo e acção. É a nossa Polis. Por isso diz respeito a todos os cidadãos como espaço público de liberdade. A violência que se sente nos territórios de exclusão e que pouco a pouco vai contaminando toda a cidade, é o resultado do recuo do espaço público. O resultado duma sociedade dual com o "lado de cá" e o "lado de lá" com um muro ao meio que obscurece o outro lado. A responsabilidade desse facto tem de ser assumida por todos e a solução passa por todos.
No MEP quando falamos em "cultura de pontes" falamos de "derrubar o muro", de construir na fronteira as condições do diálogo. Para isto temos de compreender que a cultura de purificação da cidade que pretende excluir o "outro" gera identidades de resistência e estas geram violência, que a injustiça na repartição da riqueza aproxima o "outro" da "outra mesa".
A melhor forma de combater a violência é através da negociação da esfera pública o que pressupõe que todos tenham voz e capacitação para a afirmar. Significa assumir a diferença como um ponto de partida positivo. Significa assumir o diálogo como acção política.
No MEP acreditamos na capacidade das comunidades locais discutirem e decidirem as questões que lhe dizem directamente respeito. Acreditamos na subsidariedade como elemento estruturante duma democracia representativa. As questões da violência que nós vivemos hoje dificilmente se resolverão mudando as leis ou os regulamentos a nível superestrutural. Temos de procurar soluções inteligentes que passem por uma responsabilização de todos. Comunidades fortes e coesas socialmente geram elevados níveis de segurança, a auto-regulação é a melhor forma de regulação em sistemas complexos. A polícia e os tribunais não podem olhar para os territórios de exclusão como "caixas pretas" onde só se vê o que entra e o que sai, mas não se sabe como funciona. Tem de existir proximidade e discernimento. Sem isso corremos o risco de que as medidas que forem tomadas, ainda que animadas de boa vontade, resultem no contrário do que pretendemos: Menos violência, Mais Justiça e Mais Cidadania.
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Uma Mesa com Lugar para Todos e a Violência
terça-feira, 4 de março de 2008
MEP aposta na Internet para levar a política às pessoas
O MEP quer conversar com os portugueses e aposta nas novas tecnologias de informação para levar longe essa troca de ideias. Num site político pioneiro em Portugal, os cidadãos são convidados a encontrar-se por cima das suas diferenças e a participarem na construção de uma nova visão da política, próxima e não abstracta, em que cada um pode ser agente da mudança.
O site do MEP quer ser o ponto de encontro capaz de dar origem a uma rede de cidadania, capaz de alimentar e ser alimentada por todos os que acreditam que se pode fazer mais e melhor em Portugal. Há espaços para opiniões, perguntas, propostas e ideias, recriando um espaço público virtual, que facilite o debate e potencie a acção.
Computadores, câmaras de filmar, máquinas fotográficas e a rede global de redes que é a Internet, vão ser usados num exercício de liberdade que alimente esta grande conversa à volta da Esperança.
Em que participar, voltou a ser fácil.
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Começou a recolha de assinaturas
Está já a decorrer a recolha de assinaturas com vista à apresentação de um requerimento junto do Tribunal Constitucional, que permita ao MEP constituir-se como partido político com uma proposta de esperança para os cidadãos portugueses.
O MEP é actualmente uma associação cívica, sem fins lucrativos e a assinatura do requerimento pedindo a sua passagem a partido político não implica qualquer compromisso ou vínculo com o movimento.
Ser já militante de outro partido político, não é impedimento para assinar.
Podem assinar o requerimento, todos os cidadãos eleitores e inscritos no recenseamento eleitoral, que possam indicar o seu número de cartão de eleitor e a respectiva Junta de Freguesia. Deverá ser ainda apresentado o Bilhete de Identidade em conformidade com o qual deve ser feita a assinatura.
A lei contempla duas excepções: não poderão ser apresentadas assinaturas de cidadãos eleitores que sejam militares ou agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo ou agentes dos serviços ou das forças de segurança também em serviço efectivo.
Contribua com a sua assinatura e a de todos os que conhecer que se interessem por um novo rumo na política em Portugal, imprimindo a ficha que aqui disponibilizamos, preenchendo-a e enviando-a para a Travessa das Pedras Negras nº1, 4º andar.
ver manifesto
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MEP inicia processo de constituição enquanto partido político
Um grupo de cidadãs e cidadãos decidiu lançar o processo para a constituição de um novo partido político, o MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL (MEP), através da recolha de 7.500 assinaturas, conforme previsto por lei. Esta iniciativa resulta da convicção de ser necessário e urgente que Portugal enfrente as dificuldades presentes e futuras, com a determinação decorrente de uma Política da Esperança.
O MEP tem como mensagem principal “Melhor é possível!”. Este conceito encerra uma dupla leitura: por um lado, o permanente apelo ao aperfeiçoamento da realidade, por parte de quem nunca se dá por vencido, e, por outro lado, a firme convicção que está ao nosso alcance – é possível! – a construção de um mundo melhor, sem margem para o fatalismo ou a acomodação.
O Movimento Esperança Portugal virá a ocupar um lugar no Centro político, sendo um projecto humanista, construído a partir dos valores do Bem Comum, da Solidariedade, da Subsidiariedade e da Democracia. Desenvolvem este projecto um grupo de 60 cidadãos, liderados por Rui Marques, activista social, fundador da Forum Estudante e da CAIS, ex-Alto Comissário para a Imigração e ex-Coordenador Nacional do Programa ESCOLHAS. O Grupo promotor do MEP, procura com a sua iniciativa sublinhar que a Política é uma área de intervenção essencial para todos os cidadãos, que têm a responsabilidade inalienável de participação e co-responsabilidade na construção de um destino comum. Não é possível aceitar o alheamento e o desinteresse como regra.
O Movimento Esperança Portugal apresenta no seu Manifesto sete grandes prioridades políticas, que configurarão a sua acção. As grandes causas do MEP são a justiça social, a inclusão e a coesão, referenciadas na metáfora de “Uma mesa com lugar para todos”. A igualdade de dignidade e de oportunidades, o combate às discriminações, a redução da pobreza e da exclusão social são algumas das expressões concretas desta prioridade política.
Imediatamente, seguem-se as prioridades da construção de uma “Sociedade de Famílias”, reconhecendo um papel central às famílias enquanto unidades base da sociedade, defendendo-se políticas amigas da Família. Em terceiro lugar, surge a afirmação e defesa de uma “Cultura de Pontes” que promova o diálogo e o consenso, tendo em vista o envolvimento dos principais actores sociais na resolução de cada problema, procurando avançar com vitórias comuns.
Às três principais prioridades somam-se outras quatro, onde pontuam a defesa do desenvolvimento humano sustentável, a promoção de uma democracia mais próxima do cidadão, a solidariedade intergeracional e, finalmente, uma defesa de um mundo interdependente e solidário.
Prevê-se que o projecto de recolha de assinaturas decorra até ao Verão, estando previstas acções de informação e sensibilização em vários locais do País, bem como o importante recurso à Internet através do sítio www.mep.pt.
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10 razões para aderir ao MEP
1. Portugal precisa de uma voz que defenda a política da Esperança, acreditando que, se fizermos por isso, “melhor é possível”.
O MEP será essa voz.
2. Portugal precisa que os seus cidadãos se mobilizem para os desafios difíceis do nosso tempo, sem desistência, nem lamúria.
O MEP impulsionará essa mobilização.
3. Portugal tem grandes desafios à sua frente para reforçar a justiça social e promover a coesão.
O MEP assumirá esses desafios.
4. Portugal precisa, no seu sistema político, de uma nova força que traga uma visão positiva e optimista,de quem acredita nas portuguesas e nos portugueses.
O MEP será essa força.
5. Portugal precisa de cuidar do seu futuro, promovendo as famílias, dando prioridade às suas crianças e jovens, bem como respeitando o seu passado, através da cidadania plena dos seniores.
O MEP cuidará do futuro e respeitará o passado.
6. Portugal exige uma nova atitude que una em vez de separar, que dialogue em vez de ofender, que construa em vez de destruir.
O MEP protagonizará essa atitude.
7. Portugal necessita de abrir espaço à participação de cada um de nós, para uma democracia mais próxima do cidadão.
O MEP será uma das vias.
8. Portugal num mundo global e interdependente, precisa de quem afirme a nossa vocação cosmopolita e de quem defenda a solidariedade como princípio de convívio dos povos e nações.
O MEP será esse protagonista.
9. Portugal precisa que novas pessoas se disponibilizem para servir o bem comum através da política. Pessoas comuns, como qualquer um de nós.
O MEP trará essas pessoas.
10. Portugal necessita de mais protagonistas políticos que só defendam o bem comum e não se prendam a interesses particulares.
O MEP defenderá esse caminho.
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A Política da Esperança
Vimos escrito algures que “a esperança é o segredo dos pobres”. Basta parar para rever tantos casos extraordinários de homens e mulheres que lutam contra um destino indigno de pobreza e sofrimento. Contra condições muito adversas lutam por um futuro melhor para si e para a sua família, acreditando que, apesar de tudo, é possível um futuro diferente. Esquecemos muitas vezes que o que os faz mover é, acima de tudo, a esperança. Ainda que exista, em muitos casos, o impulso provocado pelo desespero, decorrente de condições de vida muito difíceis, tal, por si só, não seria suficiente para os fazer mover. Só luta quem acredita que pode encontrar uma oportunidade de dar outro destino a sua vida. E essa esperança é um direito fundamental de qualquer ser humano. O bloqueio a esse esperança constitui a mais profunda injustiça, num mundo que se apesar da riqueza gerada vai deixando milhões presos na sua pobreza.
Por isso, devemos saber reconhecer e elogiar a Esperança de todos os lutam por uma vida melhor. A sua capacidade de acreditar, a sua resiliência e a sua ambição, merecem uma vénia. Para todos nós que não temos que enfrentar horizontes tão pesados, emerge uma responsabilidade enorme de reconhecer a notável fibra de tantos e tantas que são verdadeiros heróis do quotidiano.
Mas não chega admirar. Como segunda linha, deveremos potenciar e efectivar a Esperança. Neste processo de libertação da pobreza os obstáculos não são poucos. As suas forças não são, por vezes, suficientes, perante uma muralha de dificuldades. Cabe-nos, por via de uma solidariedade estruturada e eficaz, quer ao nível do Estado, quer da sociedade civil, ajudar a desfazer estes bloqueios, para que a esperança que têm possa ser potenciada e realizada. Devemos ser factores de multiplicação da sua esperança.
Finalmente, devemos também saber proteger e restaurar a Esperança, quando esta está em perigo ou já se desfez. Muitas vezes, torna-se difícil no meio de enormes ventanias, manter acesa a esperança que os fez movimentar. A exploração no trabalho ou na habitação, o desemprego, o sobre-endividamento, a destruturação familiar são contextos hostis que muitos experimentam e que, eventualmente, podem matar toda a esperança que são portadores. Torna-se, por isso, essencial que possamos restaurar esperança perdida. Em grande medida, esse é um dos eixos essenciais do combate à pobreza. Por isso, mais do que “dar coisas”, precisamos de redistribuir esperança.
É pela esperança que o mundo avança. Mas não uma esperança qualquer, nem muito menos uma alienação irresponsável. Precisamos de partilhar uma nova esperança, fundada e consequente, que lhes permita recomeçar a caminhar, porque ninguém pode substituir ninguém no seu trajecto de libertação da pobreza.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Pessimismo no mundo contemporâneo
Da Rádio Renascença
"O pessimismo no mundo contemporâneo foi o tema em debate entre Jorge Sampaio, Pinto Balsemão e D. José Policarpo, nesta edição do programa “Três Dimensões”.
Para o Cardeal Patriarca, “o Papa diz, na sua Encíclica, que a esperança se pode afirmar mesmo no drama e no sofrimento. Curiosamente, olhando a Humanidade, quer na sua História, quer na nossa verificação pessoal, são situações de grande sofrimento que desencadearam grandes dinamismos de esperança”.
“O problema” – salienta D. José Policarpo – “é saber se as pessoas, hoje em dia, são capazes de sofrer. Sofrer no sentido humano da palavra, ou se são simplesmente esmagadas ou desviadas do sentido da vida pelas circunstâncias. Porque se as pessoas forem capazes de sofrer são capazes de amar e são capazes de ter esperança”.
“Para mim, a esperança está muito ligada ao sentido da vida, portanto àquela dimensão, àquele dinamismo interior que todas as pessoas têm de gostar de viver a sua vida, gostar de viver como projecto, gostar de viver como saída, gostar de viver cada vez melhor, gostar de viver com um horizonte, um projecto de futuro. A esperança, sendo isto, está profundamente ligada à maneira como as pessoas, pessoalmente e em comunidade, vivem a sua vida, não se pode confundir com ambição. Porque penso que essa é uma ambiguidade e uma confusão a desfazer logo desde o início, porque, muitas vezes, hoje, o que está latente a muitas reacções comunitárias por todo o mundo tocam já o ritmo da ambição e não propriamente de uma legítima esperança” – esclareceu o Cardeal Patriarca.
Falando em esperança, Pinto Balsemão sente que há cada vez mais gente preocupada e que entende que “a felicidade dos outros é essencial para que a humanidade progrida, para que as desigualdades diminuam, para que os conflitos acabem”.•
Frisando a componente de utopia que a esperança também acarreta, Balsemão salienta que “podemos ser laicos, podemos ser religiosos, mas de certa maneira todos nós temos a obrigação de lutar para que o mundo fique um bocadinho melhor quando nós morrermos. Talvez esteja a ser um pouco utópico, mas eu acho que se nós não temos um pouco de utopia nestas matérias então não vale a pena estarmos aqui sequer”.
E porque a esperança está ligada à dimensão religiosa da vida, para o primeiro director do “Expresso”, “há grupos que têm alguma dificuldade em lidar com este retomar do papel da religião na vida pública. Era o «The Economist» que dizia que se Donald Rumsfeld tivesse entendido a diferença entre sunitas e xiitas se calhar não estávamos onde estamos… A funcionária da British Airways que foi proibida de usar o crucifixo, a paragem de um autocarro na Turquia porque a maioria dos passageiros quer rezar, ou casar as filhas aos oito anos, que são direitos colectivos em certas religiões e em certas comunidades, mas que nós não aceitamos que sejam mais fortes do que os direitos individuais que defendemos”.
Para Jorge Sampaio, “não deve estranhar-se que haja algum desânimo, nomeadamente no contexto internacional, que minam a questão da confiança. O problema é que isto está muito relacionado com a questão dos estímulos. Afinal de contas, se eu pertenço a uma comunidade de destino, se eu tenho que trabalhar pelos direitos do Homem, porque no fundo tenho que ter uma participação cívica que alimente a minha própria confiança no destino do Homem, seja laico ou não, há de facto uma certa configuração do destino. (…) Aí, sem dúvida nenhuma, a boa governança, a boa participação cívica, a boa cultura cívica são indispensáveis”.
“Mas, para tornar tudo isto mais difícil” – frisa o ex-Presidente da República – “o paradigma económico marxista do século XIX deu lugar ao paradigma liberal do século XX, e há quem diga que o século XXI talvez seja o século das minorias justamente porque passa a ser, ou está a passar a ser, o século das culturas onde a dimensão cultural integra um pilar indispensável do desenvolvimento sustentável”."
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domingo, 20 de janeiro de 2008
População em risco de pobreza reduz 2% de 2004 para 2006
O Instituto Nacional de Estatística apresentou os principais indicadores sobre o risco de pobreza e a desigualdade na distribuição dos rendimentos monetários a partir dos resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) realizado em 2006.
De acordo com este inquérito, a população residente em situação de risco de pobreza era de 18% em 2006 (20% de acordo com o inquérito de 2004 e 19% em 2005).
A distribuição dos rendimentos caracterizava-se por uma acentuada desigualdade: o rendimento dos 20% da população com maior rendimento era 6,8 vezes o rendimento dos 20% da população com menor rendimento(6,9 nos dois anos anteriores).
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Eu conheço um País...
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis eos vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhore vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive... PORTUGAL.
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam -se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo).
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Seeds of Peace

Seeds of Peace - Sementes de Paz, dedica-se à capacitação de jovens líderes de regiões de conflito com as competências de liderança necessárias à reconciliação e coexistência.
Na última decada, Seeds of Peace, intensificou o seu impacto, aumentando dramáticamente o numero de participantes, nações representadas e programas.
De 46 jovens Israelitas, Palestinianos e Egipcios em 1993, a organização ainda focada no Médio Oriente, expandiu a sua actividade para incluir jovens lideres da Ásia do Sul, Chipre e Balkans. Esta rede de lideres envolve hoje mais de 3500 jovens de várias regiões de conflito.
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domingo, 16 de dezembro de 2007
Filmar aos 99 anos

Manoel de Oliveira, um dos mais notáveis realizadores portugueses de cinema, continua a filmar aos 99 anos, celebrados no passado dia 12 de Dezembro. Para o próximo dia 10 de Janeiro, está prevista a estreia do seu último filme, "Cristovão Colombo - O enigma". Quando se levantou a dúvida se para lá dos 100 anos continuaria a receber apoio para filmar, a resposta - depois de alguma hesitação inicial - foi positiva.
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Novo hipermercado de Estremoz onde nada se perde e quase tudo se transforma

(Público, 01.11.2007, Carlos Dias)
A nova unidade comercial que o grupo Sonae Distribuição vai hoje abrir ao público na cidade de Estremoz é apresentada como um exemplo no aproveitamento das novas valências ambientais.
Vítor Martins, director de Ambiente da Sonae (grupo que também é proprietário do PÚBLICO), não consegue disfarçar o entusiasmo pelo conjunto de 12 medidas totalmente inovadoras que vão ser aplicadas a partir de hoje na poupança de energia de água e de gestão dos resíduos, no novo Modelo de Estremoz.
Para além dos sistemas de microgeração, que aproveitam a energia eólica e fotovoltaica para produzir, cada um dos sistemas, 2,5 KW, há um colector solar para aquecimento da água da cafetaria. Na nova unidade comercial também se faz o aproveitamento exaustivo de tudo o que produz luminosidade, energia eléctrica ou térmica convencional.
Exemplos: o calor libertado pela central do frio serve para aquecimento de uma das lojas do hipermercado; a luminosidade interior é obtida fundamentalmente através de mais de uma centena de clarabóias de tipo Solar Tube (deixam passar a luz, mas não o calor do sol). Um sistema automático regula os fluxos luminosos emitidos pelas lâmpadas fluorescentes de alto rendimento, sempre em função da iluminação obtida a partir das clarabóias.
Nem os reclamos luminosos e os sinais de trânsito de acesso à unidade comercial escapam às medidas de poupança de energia. E, neste particular, chegou a vez de as lâmpadas de tecnologia LED contribuírem para a redução do consumo de energia.
Vítor Martins explicou ao PÚBLICO que no novo hipermercado colocaram "todo o tipo de inovações que nos são acessíveis, para as podermos testar".
O objectivo "é a melhoria continuada" dos equipamentos com novas valências ambientais, que passa pela gestão dos resíduos. Tudo foi pensado para que no aterro intermunicipal que serve Estremoz não sejam depositados os resíduos passíveis de recuperação ou de reciclagem. Para além dos habituais ecopontos para o vidro, papel e plástico, o hipermercado de Estremoz coloca à disposição dos seus futuros clientes um contentor para pilhas, outro para óleos alimentares e outro ainda para óleos usados no sector automóvel.
A novidade está no "roupão", um contentor onde as pessoas podem depositar roupa usada que será destinada a famílias carenciadas.
Quanto às embalagens de alumínio, a Sonae pretende entregá-las ao município de Estremoz. Em síntese, a proposta passa por colocar à disposição dos clientes do novo hipermercado um sistema completo de recepção de resíduos, que ajude a incutir na população um novo paradigma de preservação ambiental.
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Empresa portuguesa produz solução informática para o alargamento do Espaço Schengen

(Correio da Manhã, 15/12/2007)
Quando tudo parecia perdido para abolir as fronteiras nos novos Estados Membros (EM) da União Europeia (EU), devido a um atraso no desenvolvimento de um programa informático, uma empresa portuguesa descobriu a solução. Em poucos meses, a Critical Software criou uma plataforma informática para adaptar os programas de controlo de cada país ao Sistema de Informação de Schengen (SIS I) e para tornar possível a livre circulação de pessoas, já a partir de sexta-feira, dia 21.
Foi um trabalho complexo e exigente, feito num ambiente descontraído, em que um colaborador pode estar embrenhado no computador a decifrar códigos encriptados durante horas, mas também tem a liberdade para interromper o trabalho e ir dar uma volta de bicicleta, jogar uma partida de snooker ou entregar-se à leitura de um livro num dos vários pufes espalhados pela área de lazer da empresa.
O convite partiu do então ministro da Administração Interna, António Costa, e foi prontamente aceite pelos administradores da Critical Software.
Em Setembro de 2006, a Comissão Europeia informou que seria tecnicamente impossível ter o SIS II em funcionamento antes de meados de 2008, o que inviabilizava a entrada no Espaço Schengen de nove dos novos EM, antes de 2009. Percebendo que a questão lhe ia rebentar nas mãos em pleno exercício da Presidência da UE, o Governo português socorreu-se da engenharia portuguesa para encontrar uma solução. E o resultado está à vista. Depois de vários meses de trabalho intenso, o primeiro-ministro José Sócrates vai poder sorrir nas cerimónias que estão marcadas para assinalar mais uma abertura de fronteiras entre países comunitários.
O meio que permitirá atingir este fim chama-se Sisone4all e é totalmente Made in Portugal. Partindo do SIS I, criado na década de 90, a empresa com sede na zona industrial de Taveiro, em Coimbra, desenvolveu um programa tecnologicamente mais evoluído, que permite adaptar as bases de dados dos países pertencentes ao Espaço Schengen, dando-lhes capacidade para incluir os novos aderentes – Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa, Eslováquia e Eslovénia. A Suíça, embora não pertença à UE, decidiu aproveitar este programa para entrar também no sistema de fronteiras abertas, em Março de 2008.
Para aderirem ao Espaço Schengen, os países candidatos tiveram de cumprir uma série de requisitos no âmbito da cooperação policial, protecção de dados e atribuição de vistos. E a integração de todos estes dados no actual sistema de controlo só foi possível através da solução informática portuguesa.
“Fizemos um estudo de viabilidade com a colaboração do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que demonstrou a validade da solução técnica encontrada e permitiu que fosse aprovada nas instâncias internacionais competentes. A partir dai montámos uma equipa de projecto multidisciplinar com objectivos muito bem definidos e totalmente focada na implementação das novas soluções tecnológicas. A plataforma foi instalada num mês”, explica Filipe Freitas, gestor da área de negócio da Critical Software.
Ao resolverem um problema, com “a ajuda preciosa da diplomacia portuguesa”, os engenheiros portugueses aproveitaram igualmente para dotar os sistemas com plataformas mais modernas, ambientes de trabalho simples e práticos.
A Critical Software nasceu em 1998, fruto do inconformismo de três génios informáticos, que queriam mais do que fazer carreira no Ensino Universitário. Nos intervalos do doutoramento, João Carreira, Gonçalo Quadros e Diamantino Costa idealizaram a empresa.
“Sendo a internet um meio cada vez mais evidente no suporte de muitos negócios, onde os meios de informação não podem falhar, pareceu-nos uma boa oportunidade de negócio. Queríamos constituir-nos como projecto de referência da engenharia portuguesa à escala global, estar perto dos principais eixos universitários e vencer barreiras em nichos de mercado específicos com produtos de excelência”, recorda Gonçalo Quadros, director-geral (CEO) da sociedade.
Com os objectivos definidos, tentaram um financiamento na Banca. E apanharam a primeira desilusão. Quem os atendeu deu-lhes um conselho insólito, em vez do desejado empréstimo: “Vocês podem dar excelentes professores universitários, por isso, não se metam nisso”, disse, na ocasião, o bancário. O vaticínio não podia estar mais errado.
A constituição da empresa foi mesmo para a frente e os primeiros a reparar nas qualidades dos empreendedores portugueses foram os responsáveis da NASA, ao adquirirem um programa (Xception) para simulação de falhas graves. Hoje, é considerada uma das empresas europeias de mais rápido crescimento. A facturação esperada para este ano é de 14 milhões de euros. A fórmula do sucesso assenta em seis pilares essenciais: “Ambição, autoconfiança, criatividade, conhecimento, credibilidade e muita humildade”. “É quase como na alta competição. Podemos ter o melhor físico, mas se não tivermos a melhor alma não conseguiremos vencer”, adianta o director-geral da empresa.
Para conquistar estes resultados, além da visão estratégica da administração que reinveste os lucros no desenvolvimento pessoal dos quadros e na investigação, foi feita uma aposta muito grande no grau de satisfação dos Recursos Humanos.
As equipas estão distribuídas por ‘ilhas’, constituídas por meia dúzia de secretárias, separadas por estantes abertas. O ambiente é de absoluta tranquilidade. As conversas são em voz baixa. Os papéis quase não existem, apenas os computadores e alguns objectos pessoais, tais como fotografias de família, plantas bonsai ou um porquinho mealheiro para depositar as multas instituídas dentro das próprias equipas.
Os colaboradores, formados em Engenharia Informática, têm liberdade para gerir o seu horário. O importante é cumprir os objectivos traçados pela administração. Já não é tão importante a forma como o fazem, pois o bem-estar psicológico é meio caminho andado para os elevados índices de criatividade. Podem interromper o trabalho para tomar um chá, comer uma peça de fruta fresca, que todos os dias é distribuída pelas salas, dar um passeio em bicicletas disponibilizadas pela empresa ou distrair no espaço de lazer. Ali, têm à disposição uma mesa de snoocker, mesa de ping-pong, matraquilhos, um alvo com setas, pufes e um saco de treino para boxe, com as respectivas luvas.
“Há uma preocupação constante em manter o grau de satisfação dos colaboradores elevado”, conta Olga Costa, gestora de Recursos Humanos.
Apesar da juventude, a Critical Software tem o caminho bem defi-nido: quer continuar a resolver problemas difíceis e entrar na Primeira Liga Europeia das empresas de base tecnológica.
PERFIL
A Critical Software SA foi fundada em 1998 por três doutorados em Informática. Tem sede na Zona Industrial do Taveiro, em Coimbra, e Centros de Engenharia em Lisboa e Porto. As subsidiárias ficam em San José (EUA), Southampton (Reino Unido) e Bucareste (Roménia). O quadro de pessoal é composto por duas centenas de funcionários. A média de idades ronda os 28 anos. Em 2006, registou um volume de negócios de 8 milhões de euros (75% provenientes do estrangeiro). Este ano, a previsão aponta para 14 milhões de euros de facturação. O investimento no estímulo ao crescimento, desenvolvimento pessoal e investigação e desenvolvimento (ID) é de 12% do volume de vendas. Foi a primeira empresa portuguesa a ser certificada pelo Software Engineering Institute (EUA) com o nível de Maturidade 3 do Capability Maturity Model Integration. Director-geral: Gonçalo Quadros.
"SOU UM ESCRAVO DO COMPUTADOR
Anda num Ford Mondeo com muitos anos, preocupa-se com a imagem apenas por questões empresariais e não larga o computador. O director-geral da Critical Software, Gonçalo Quadros, lidera uma equipa que transforma inteligência real em inteligência artificial e procura manter o equilíbrio entre o formalismo necessário aos grandes negócios e o informalismo natural dos ambientes mais criativos. “A ideia é desenvolver um ambiente irreverente. Mas se não houver formalismo, as ideias não têm consequência”. Consciente de que a velocidade da informação é hoje um trunfo essencial, o gestor tornou-se “escravo do computador”. “O tempo de decisão é tão crítico que não posso estar muito tempo distante do computador. Entre um café e um pastel de nata, descarrego meia dúzia de e-mails”, adianta. Para Gonçalo Quadros, a plataforma Sisone4all é uma espécie de Ovo de Colombo: “É algo que nos orgulha porque ajuda a melhorar o Mundo”.
O responsável defende que “atrás de uma ameaça está sempre uma oportunidade” e não abdica dos critérios de rigor, qualidade e seriedade como bandeiras da empresa. “Mais do que desenvolver tecnologias, queremos resolver os problemas dos nossos clientes”, assegura.
RIGOR TÉCNICO NA GESTÃO
“A Critical veio trazer uma lufada de ar fresco ao mercado, pela capacidade de apresentar projectos e de os cumprir. Preocupamo-nos com o rigor na gestão técnica e na abordagem aos mercados”, refere Filipe Freitas, gestor da área de negócio. A empresa tem salas com informação classificada onde só entra um reduzido número de colaboradores. Nas restantes áreas, o trabalho e a concentração também são essenciais, mas vive-se mais num “caos organizado”, explica o responsável.
CENTENAS DE CANDIDATOS
Os colaboradores da empresa sentem-se uns felizardos. Fazem o que gostam e ainda têm direito a uma série de ‘vitamínicos’ laborais. “Sinto-me uma privilegiada”, diz Verónica Marin, uma engenheira informática de 25 anos, natural da Roménia, impressionada “com a qualidade do trabalho e do profissionalismo”. Ricardo Maia, 32 anos, um dos primeiros a entrar nos quadros, reforça esta ideia: “É um projecto aliciante, desenvolvido num ambiente de muita cumplicidade”. Assim se compreende que todos os meses entrem nos Recursos Humanos mais de 300 candidaturas.
'CAIXA MÁGICA' POUPA COMUNICAÇÕES
O aparelho multifuncional Edgebox, destinado a simplificar a utilização dos meios de comunicação nas Pequenas e Médias Empresas, é a nova coqueluche da Critical Software para conquistar o mercado de massas a nível internacional. O equipamento foi desenvolvido por um spin-off da empresa – a Critical Links – contou com o apoio da Agência de Inovação e já foi distinguido com o prémio ‘Convergence Product of the Year’, atribuído por um portal britânico aos profissionais de Tecnologias de Informação. O segredo do novo aparelho consiste em garantir uma gestão mais fácil e económica das redes de comunicações das empresas, através de software inovador. A ferramenta contém VoIP (chamadas telefónicas pela internet), acesso wireless, antivírus, antispam, firewall, servidor de e-mail, web, file e print server, conexão ao ISP e acesso à intranet, entre outros. Do conjunto de produtos desenvolvidos pela Critical, destaca-se também o Xception, uma tecnologia centrada no teste e certificação de software ultracrítico e na validação/avaliação da confiabilidade, que tem sido muito requisitada pelas principais agências espaciais.
CAÇA AOS CIENTISTAS NACIONAIS
A criação de medidas para promover o regresso dos investigadores portugueses às empresas nacionais e atrair cientistas estrangeiros para leccionar nas nossas universidades foram dois dos objectivos traçados pelo Governo no Plano Tecnológico – Portugal a Inovar (PT-PI). Através da Bolsa de Emprego Científico, dinamizada pela Agência de Inovação (Adi – DegrauCientífico), foram colocados doutores e mestres em mais de 350 projectos desenvolvidos por empresas portuguesas. A ideia é prosseguir com o projecto. A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) irá lançar um programa para a criação de 50 cátedras convidadas em universidades e instituições de investigação, até 2009, visando a contribuição dos investigadores para o desenvolvimento do Ensino Superior e da Ciência em Portugal. Adicionalmente, foi facilitado o acolhimento de imigrantes de alto nível científico e está prevista a contratação pelas instituições nacionais de docentes e investigadores de referência internacional, designados por Professorships.
PROJECTOS
ELEIÇÕES
Depois do apagão no sítio do STAPE na noite das últimas eleições autárquicas, em Outubro de 2005, a Critical Software foi chamada a trabalhar no processamento de resultados do Referendo ao Aborto, eleições regionais da Madeira e eleições para a Câmara de Lisboa.
INVENÇÃO
O nome para a plataforma que vai permitir a integração dos novos membros no Espaço Schengen (Sisone4all) foi inventado pelo secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, José Magalhães. Sugere que é um programa para benefício de todos.
ATRASO
A conclusão do novo Sistema de Informação de Schengen (SIS II) está atrasada. A versão tecnológica (que não tem a participação da Critical) devia ter entrado em funcionamento em meados deste ano, depois de um adiamento do prazo em 17 meses. Mas só deve ficar pronta em meados do próximo ano.
DESCONTRAIR PARA PENSAR
Os jogos como os matraquilhos ou o bilhar são duas das ofertas da empresa aos seus colaboradores, que assim podem usufruir de momentos descontraídos que acabam, na medida certa, por os ajudar a pensar melhor.
Francisco Pedro
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Portugueses são líderes no azeite nos EUA

O semánário SOL dava conta na sua edição de 15 de Dezembro de 2007, que a NUTRINVESTE, empresa que se dedica ao comércio e indústria de gorduras alimentares que emprega 830 trabalhadores e possui um volume de negócios de 775 milhões de euros é lider no sector do azeite, nos Estados Unidos.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Portugal tem dos melhores níveis do mundo de integração de portadores de Trissomia 21
Lisboa, 07 Dez (Lusa) - O pediatra do Desenvolvimento Miguel Palha disse hoje que Portugal tem dos melhores níveis do mundo de integração na sociedade das crianças e adultos portadores de Trissomia 21.
Existem em Portugal entre 10 a 12 mil pessoas com Trissomia 21 e, segundo Miguel Palha, 100 por cento das crianças até aos dez anos estão integradas no sistema regular de ensino.
Miguel Palha foi presidente da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21) e actualmente dirige o Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças, que nasceu do trabalho desenvolvido pela associação.
A Trissomia 21 (ou Síndrome de Down) foi descrita pela primeira vez com pormenor por um médico inglês, John Longdon, em 1866, sendo uma patologia (alteração) congénita, que causa um atraso no desenvolvimento físico e intelectual.
Esta doença - causada pela presença de um cromossoma 21 a mais (três, em vez de dois) - afecta cerca de 0,2 por cento (um em cada 500) dos recém-nascidos.
Actualmente, de acordo com Miguel Palha, o avanço científico permite identificar esta doença em 90 a 95 por cento dos fetos.
Segundo o pediatra do desenvolvimento, que falou hoje à Lusa à margem de um seminário sobre Trissomia 21, em Lisboa, promovido pelo Diferenças e pela associação, além de Portugal ser dos países com maiores níveis de integração, é também dos mais avançados em termos de técnicas e metodologias educativas.
Por outro lado, acrescentou, na maioria dos centros de apoio é possível prestar cuidados de ordem médica e educativa.
Miguel Palha explicou que no Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças é desenvolvido um conjunto de metodologias específicas para o ensino da leitura, escrita e do comportamento a portadores da doença.
Relativamente às escolas públicas, o pediatra do desenvolvimento explicou que tem de haver adaptações, mas que, genericamente, o processo de integração tem corrido bem, embora estas crianças necessitem, obviamente, de um técnico de ensino especial que ajude a construir um programa adequado que facilite a sua integração na comunidade.
No que respeita à integração de pessoas com Trissomia 21 no mercado de trabalho, Miguel Palha explicou que há várias instituições a trabalhar com sucesso nesta área e que nos próximos dez anos 90 por cento dos adultos deverão estar integrados.
Estas pessoas, explicou, têm uma capacidade comunicativa extraordinária.
"O que é mais fascinante nos miúdos com Trissomia 21 é a capacidade de interagir, é o prazer relacional, o despojamento material e o prazer de estar com os outros", disse.
Num momento em que o mundo é essencialmente materialista, adiantou, estas crianças, jovens e adultos preocupa-se com as pessoas.
"Questionam por que está a mãe triste, por que não ri o amigo… Pequenas coisas com as quais ninguém se preocupa hoje em dia", frisou.
Questionado sobre a eventual marginalização social das pessoas com Trissomia 21, Miguel Palha referiu que todas as pessoas com diferenças são marginalizadas, mas defendeu que a sociedade portuguesa evoluiu.
"Hoje em dia a maior parte das pessoas ensina aos filhos que as diferenças devem ser aceites e a perspectiva é completamente diferente de há 20 anos. E daqui a 20 anos vai ser diferente de hoje. Estamos no bom caminho", disse.
A Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 foi fundada em 1990 para dinamizar todas as acções relacionadas com os aspectos científicos, educativos e sociais da doença Trissomia 21.
As primeiras opções estratégicas da Associação foram a prestação de cuidados a crianças afectadas por esta doença genética.
Pouco depois, a Associação introduziu em Portugal "as mais modernas metodologias de avaliação e de intervenção" relacionadas com esta patologia, experiência que foi posteriormente generalizada a outras doenças.
Desde então, a instituição proporciona programas de intervenção específicos para a síndrome do X Frágil, para a Síndrome de Williams e para os Défices Cognitivos (atrasos mentais) com ou sem causas conhecidas.
Desde 1995 que a Associação faculta cuidados específicos a crianças e a adolescentes com outras perturbações do desenvolvimento, designadamente com Dificuldades de Aprendizagem, Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção, Perturbações da Linguagem, Perturbações da Coordenação Motora, Autismo e Síndrome de Asperger.
Em Janeiro de 2004, O Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças iniciou as suas actividades, sendo uma unidade autónoma da APPT21.
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Três razões de Steve Jobs
Absolutamente extraordinário. Três razões, só três. Para ver a vida de outra maneira. Um testemunho, do criador da Apple, Steve Jobs.
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Acidente transforma futebolista em campeão de basquetebol em cadeira de rodas
Barreiro, 06 Dez (Lusa) - Aos 14 anos, Renato Pereira foi colhido por um comboio e ficou preso a uma cadeira de rodas, mas o amor pelo desporto conduziu-o ao basquetebol e hoje é, com Portugal, campeão europeu da série C.
Renato Pereira, agora com 26 anos, sempre se dedicou ao desporto e nem o acidente o afastou, tendo já uma vasta lista de modalidades no currículo.
"Sempre fui educado para a prática do desporto e pratiquei várias modalidades antes e depois do acidente. Para os portadores de deficiência, o desporto traz também uma condição física que é importante para ultrapassar certas barreiras arquitectónicas", disse em declarações à Lusa.
Ao passar uma passagem de nível que estava fechada com a sua bicicleta, Renato Pereira foi colhido por um comboio quando se deslocava para casa depois de um treino de futebol, assumindo sem problemas que a culpa do acidente foi toda sua.
Um convite de um amigo levou Renato Pereira a experimentar o basquetebol em cadeira de rodas, modalidade que abraçou nos últimos oito anos, depois de ter praticado natação e remo adaptado.
Este ano, o atleta conseguiu a maior proeza da sua carreira ao estar presente na selecção de Portugal que venceu o europeu da modalidade que decorreu em Dublin, onde Portugal venceu todos os jogos e conseguiu colocar dois jogadores no “cinco” ideal.
"Em 2005, o campeonato decorreu em Portugal e ficámos em quinto lugar, este ano conseguimos o primeiro, o que não é mau em dois anos de evolução. Subimos da série C para a série B e representar o país é uma alegria e um orgulho enorme, seja portador de deficiência ou não", defende.
Renato Pereira confessa que faltam mais praticantes para que a modalidade possa evoluir, lembrando que existem jogadores com cerca de 60 anos a competir.
"Precisamos de evoluir e a mentalidade portuguesa também, pois afinal ainda somos um milhão. Este ano estou a jogar na equipa da minha terra (Barreiro) e espero ajudar os que agora estão agora a começar com a minha experiência", afirmou.
"Fui quatro vezes campeão nacional no APD de Lisboa e este ano vim jogar para o clube da terra, o Santoantoniense. Falta divulgação mas a modalidade está a evoluir em Portugal e existem mais equipas a nível nacional e até nas ilhas", acrescentou.
O estudante do 3º ano do curso de terapia da fala explica que a modalidade é dispendiosa e que o preço de uma cadeira para praticar basquetebol pode variar entre 1.500 e 4.000 euros.
"Uma cadeira assim custa perto de 1.500 euros. A que uso hoje foi entregue pela selecção aos atletas é de titânio e deve rondar os 2.500 euros, mas existem cadeiras que custam perto dos 4.000 euros. Quando mais leve for melhor para a velocidade e mobilidade do jogador", explica.
Renato Pereira confessa que na vida das pessoas com deficiência motora, o primeiro passo é ultrapassar os obstáculos criados pela própria mente e depois os que existem "lá fora".
"Uma vez disseram-me que só deixaria de ser um coitadinho quando tirasse a cadeira da cabeça e a colocasse debaixo do rabo. As pessoas tem que batalhar, lutar e tentar, pois é certo que existem algumas coisas que não somos capazes de fazer e nessa altura só temos que pedir ajuda, sem receios. O não já está garantido", concluiu.
A selecção nacional de basquetebol em cadeira de rodas vai ser homenageada no próximo fim-de-semana pela autarquia da Moita, concelho onde a equipa realizou o estágio de preparação para Europeu.
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O Declinio da Violência
Steven Pynker é investigador no departamento de psicologia da Universidade de Harvard.
Neste video fala-nos de violência. Como a violência tem tido um decréscimo radical olhada na escala dos milénios, dos séculos e até das décadas. Como as nossas sociedades são, hoje, imensamente mais seguras e humanas que eram no passado. Como diz Pynker: "Hoje, estamos provávelmente a viver o momento mais pacífico da presença da nossa espécie na Terra."
Continuando com Pynker: ..."Na década de Darfur e Iraque, pouco tempo depois do século de Estaline, Hitler e Mao, afirmar que a violência tem vindo a dimunuir pode parecer algures entre a alucinação e a obscenidade. No entanto estudos recentes que procuram quantificar o fluxo e refluxo histórico da violência apontam exactamente para essa conclusão.
Alguma desta evidência esteve debaixo do nosso nariz todo o tempo. A história convencional demonstrou há muito, de muitas maneiras, que nos estamos a tornar mais bondosos e gentis. Crueldade como entretenimento, sacrificios humanos para satisfazer superstições, escravatura como um processo de poupar trabalho, conquista como afirmação de missão de governo, genocidio como meio de adquirir territórios, tortura e mutilação como rotina de punição, pena de morte por pequenas ofensas ou diferenças de opinião, assassinio como mecanismo de sucessão política, violação como despojo de guerra, massacres de minorias como saida para a frustração, homicidio como forma dominante de resolução de conflitos - todas foram características vulgares da vida em grande parte da história humana. Mas, hoje, são raras ou inexistentes no Ocidente, e muito menos comuns, em todo o lado, do que eram, sendo certo que quando ocorrem, são largamente condenadas quando são tornadas públicas."
Na escala dos milénios Pynker sublinha que, de acordo com os estudos de antropólogos como
Lawrence Keeley, Stephen LeBlanc, Phillip Walker, e Bruce Knauft, se as taxas de mortalidade das sociedades tribais fossem aplicadas às guerras do sec XX teriamos tido não os 100 milhões de mortos, mas sim 2 biliões.
Na escala dos séculos Pynker baseia-se nomeadamente nos estudos do criminologista Manuel Eisner que tomando como campo de estudo a Europa Ocidental no período do sec XIII a meados do sec XX , chegou à conclusão que as taxas de homicidio em todos os países se reduziram drásticamente- por exemplo em Inglaterra no sec XIV foram detectados 24 homicidios por cada 100 000 pessoas contra 0,6 por 100 000 no ínicio dos anos 60 do sec XX.
Na escala das décadas os dados compõem aquilo a que Pynker chama um "quadro chocantemente feliz". A violência global decresceu consistentente desde meados do sec XX.
De acordo com Human Security Brief 2006 o numero de mortes em batalha nas guerras entre Estados declinou de mais de 65 000 por ano nos anos 50 do seculo passado, para menos de 2 000 por ano na nossa década. Na Europa Ocidental e nas Americas verificou-se na segunda metade do sec XX um nítido decréscimo do número de guerras, golpes militares e revoltas étnicas mortais. De acordo com a cientista politica Barbara Harff, entre 1989 e 2005 o numero de campanhas de assassinato em massa de civis decresceu 90%.
O declinio de mortes e crueldade coloca vários desafios à nossa capacidade de percepcionar o mundo: Como é que tanta gente pode estar tão errada relativamente a uma coisa tão importante?
Steven Pynker responde, na conferência, a esta questão. Bom filme!
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